A inclusão já está acontecendo, mas ainda é muito discutida, pois pode ter tanto efeitos positivos quanto negativos para as crianças com necessidades educacionais especiais.
Uma criança surda no meio de uma turma de ouvintes pode aprender a se comunicar de forma satisfatória, sendo que as ouvintes aprendem também na interção com o surdo, pois conhecem realidades diferentes da sua e que a comunicação não ocorre apenas verbalmente.
O problema é que a criança surda não vê o mundo com os ouvintes e quando precisamos de uma explicação mais detalhada sobre alguma coisa é mais difícil a comunicação. As pessoas surdas aprendem melhor se tiverem um ensino voltado para as suas necessidades - o que não é possível quando uma turma tem um aluno surdo e apenas uma professora, mesmo que esta professora conheça a língua de sinais e consiga se comunicar - E os outros? Também precisam de atenção. - Uma criança surda precisaria de mais atenção e também da interação com outras crianças surdas. Desta forma aprenderia muito mais.
A interação com o mundo ouvinte é importante, mas o aprendizado também. Se a criança surda é incluída numa turma de ouvintes ela vai aprender a se relacionar com ouvintes, assim como os ouvintes vão aprender a se relacionar bem com a criança surda. Se uma criança surda entra numa turma de surdos ela terá boa interação com os seus iguais e terá maiores possibilidades de sucesso em sua aprendizagem. Temos muito ainda o que pensar sobre a inclusão dos surdos em turmas regulares de ensino com apenas uma professora e sem outros surdos, pois neste caso, o surdo vai se sentir, em algum momento, excluído.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
Oi Tânea,
Tua reflexão levanta questões importantes acerca da inclusão de crianças surdas. Em tua turma de estágio tens algum aluno surdo? Conte-nos como é a relação entre as crianças. O planejamento é o mesmo para todos os alunos?
Seguimos conversando!
Beijos, Rô Leffa
Postar um comentário