Neste eixo do curso, realizado no segundo semestre de 2007, cujo título central foi “Prática Pedagógica e Currículo III - Arte, Literatura, Corporeidade”, cursamos as interdisciplinas: Artes Visuais, Literatura Infantil e Aprendizagem, Ludicidade e Educação, Música na Escola, Seminário Integrador III e Teatro e Educação.
Rever o que fizemos neste semestre está sendo importante para mim, pois a partir do trabalho com estas interdisciplinas foi possível relacionar de maneira mais estreita a prática com a teoria. Os conteúdos estudados me ajudaram a entender melhor e aperfeiçoar muitas ações docentes na educação infantil. Foi neste semestre também que ocorreu uma grande mudança profissional na minha vida – eu trabalhava o dia todo numa escola de Educação Infantil e fui chamada para trabalhar numa escola estadual, por concurso público, no Ensino Médio, com Biologia - passei a trabalhar um turno em cada escola.
O contar histórias, o cantar, o brincar, o representar e a arte sempre estiveram presentes na minha prática docente, mas depois deste semestre de uma maneira mais consciente, porque a maioria dos conteúdos estudados fizeram muito sentido. Uma interdisciplina envolve a outra, elas estão relacionadas pela prática que fazemos a partir delas.
Todas estas interdisciplinas podem ser colocadas em prática, principalmente na educação infantil, em que trabalhamos basicamente o desenvolvimento da criança como ser social e que age no ambiente.
As interpretações de canções na forma de brincadeiras cantadas despertam nas crianças a vontade de participar e aprender. Neste tipo de atividade de representação estão envolvidas várias disciplinas como teatro, música, ludicidade, literatura.
A expressão artística envolvida ou não com outros assuntos é fundamental. A arte faz parte da nossa vida e está presente em todos os momentos. Cada representação gráfica ou plástica deve ser considerada como uma obra de arte, pois a representação artística depende do que o artista quer comunicar.
A exploração livre de diversos materiais constitui um instrumento importante para a criança externalizar alguns de seus sentimentos. Desta forma a arte está estreitamente ligada à ludicidade, pois o Lúdico é o uso da imaginação na realidade para brincar ou para recriá-la.
O olhar sobre a prática destas interdisciplinas é que teve mudanças significativas. Eu já as colocava em prática na minha ação docente, mas não conseguia separar uma da outra teoricamente, parece que tudo fazia parte de uma coisa só. Na prática estas interdisciplinas estão relacionadas e são trabalhadas ao mesmo tempo muitas vezes, mas elas têm seu papel individual no desenvolvimento dos seres.
Aprendi na interdisciplina de literatura que a forma de contar a história é muito importante, que elas devem ser preparadas e escolhidas anteriormente. A forma de contar as histórias deve ser variada, não devemos usar sempre a mesma metodologia.
Artes
Metodologia tradicional – autoritarismo, transmitir conteúdos reprodutivistas, que não se relacionam muitas vezes com o cotidiano e realidade dos sujeitos, desenvolvimento de destrezas e não para a liberdade de criação. Conforme Ferraz e Fusari, o objetivo é exercitar a vista, a mão, a inteligência, a memorização, o gosto e o senso moral. O trabalho é centrado na cópia.
Escola tecnicista – ensinar a fazer.
Escola nova – livre-expressão.
Metodologia Triangular – proposta metodológica que enfoca de forma integrada: o fazer artístico, a análise de obras e objetos de arte e a história da arte. Enfim como nos diz Mirian Celeste Martins, o que se pretende nas aulas de arte, nessa perspectiva, é a interação da criança com o campo da arte, o seu contato direto com ela,
Novas tendências para o ensino da arte segundo Ana Mae Barbosa: um maior compromisso com a cultura e com a história; ênfase na inter-relação entre o fazer, a leitura da obra de a contextualização histórica e social; desenvolvimento cultural e alfabetização visual dos alunos; compromisso com a diversidade cultural e conhecimento da imagem.
Releitura de obras de arte, de acordo com Pillar, não é cópia, mas uma forma de expressar o que entendeu, o que sentiu, é interpretação, criação.
Para Hernández obras de arte, na perspectiva multicultural, são representações sociais, constitutivas de visões de mundo de determinados grupos sociais e não apenas reproduzir cópias dos objetos artísticos de culturas diferentes, sem reflexão.
Com a visita à Bienal do Mercosul aprendi a compreender melhor a arte com fim em si mesma. As representações artísticas podem ser muito variadas e ter significados diversos, dependendo sempre da observação e interpretação a partir das obras.
O artista expressa em suas obras sentimentos, desejos, tristezas, emoções vividas e até protestos em relação a alguma realidade indesejada.
As vezes não entendemos o sentido de algumas obras sem a mediação de alguém que estudou e refletiu anteriormente sobre o assunto.
É necessário sensibilidade para apreciar arte.
A arte não é simplesmente a manifestação gráfica ou visual, envolve outras áreas do conhecimento também como música, dança, sonorização e movimento.
Literatura
Para a contação de histórias, de acordo com Celso Sisto, é necessário prestar atenção aos seguintes detalhes: “olhar para a platéia; linguagem de acordo com a platéia; linguagem fluida; não denunciar o erro; visualizar a história enquanto narra; criar um roteiro visual e verbal, por episódio, na seqüência da história; usar gestos expressivos; movimentar-se só quando a história “exigir”; não explicar a história; o texto deve falar por si mesmo; preparar a história antes; ensaiar sempre; não prender qualquer parte do corpo enquanto está contando; evitar movimentos repetitivos, que o tom de contar seja diferente do tom de bater-papo; projetar a voz em direção ao espaço; usar diversos ritmos no decorrer da narração; acreditar na história que está sendo contada; usar pausas durante a história, explorar o silêncio, o movimento sem palavras; dar à apresentação um tratamento de espetáculo.”
De acordo com o pesquisador Luís Camargo, “a poesia para crianças deve ser o espaço para o lúdico, para os sentimentos, para o trabalho gratuito com as palavras, para as imagens, para o descompromisso com o entendimento “correto” (que não existe), distanciando-se do estritamente pedagógico”.
Ludicidade
Em seu texto, Neusa Maria Carlan Sá, define o lúdico como “uma dimensão humana que evoca os sentimentos de liberdade e espontaneidade de ação. Abrange atividades despretenciosas, descontraídas e desobrigadas de toda e qualquer espécie de intencionalidade ou vontade alheia. É livre de pressões e avaliações.”
Estudamos que o brinquedo é uma atividade voltada para o lazer e que o jogo também pode ter este objetivo, mas tem o lado competitivo.
Música
A música, a sonoridade está presente em nossa vida em todos os momentos, e nos provoca sentimentos, ela nos provoca sensações boas e ruins, nos faz sentir vontade de rir ou chorar, de dançar, pular, enfim, é uma forma de mostrarmos, externarmos nossos sentimentos, que muitas vezes tentamos esconder.
Desenvolvi com os meus alunos muitas vezes atividades de escuta, cantos e brincadeiras cantadas que envolviam a movimentação corporal num espaço determinado. Estudamos na interdisciplina de música que a escuta é fundamental para o desenvolvimento auditivo crítico.
A expressão corporal se constitui numa ferramenta muito importante para o desenvolvimento da criança como um ser social. A partir de brincadeiras cantadas, utilizando tons de voz diferenciados percebi que os meus alunos aprenderam a se concentrar melhor se divertindo também. Estudanto música aprendi a diferenciar timbre e tom de voz, melodia e ritmo, coisas que muitas vezes confundimos sem nos darmos conta da importância que tem, por exemplo, a identidade de uma voz, pois o timbre de cada um é único.
Aprendemos que não são apenas as canções que fazem parte desta interdisciplina. Toda a sonoridade pode ser considerada música aos nossos ouvidos, pois a música é o resultado da combinação de muitos sons.
Teatro
Na interdisciplina de teatro aprendemos que para a expressão corporal, a exploração do ambiente e o conhecimento deste é muito importante, pois assim as crianças se sentirão a vontade para representar.
O teatro na escola tem sua importância no desenvolvimento do indivíduo como um todo, visando uma melhoria na sua qualidade de vida a partir das ações individuais mais criativas, intuitivas, autônomas e livres de preconceitos. Visa o melhor relacionamento e cumplicidade dentro de um grupo, bem como o apoio recebido deste.
O teatro não é apenas a representação dramática explicitada em grandes espetáculos, e sim tudo o que envolve o ator, espectador e uma ação representadora.
O teatro não deve ser usado apenas para trabalhar os conteúdos de outras disciplinas. O conhecimento teatral é importante para o indivíduo como conhecimento de comunicação e ação corporal.
Seminário Integrador
Criação dos blogs Portfólio de aprendizagens. Estudamos sobre os conceitos de “evidência” e “argumentação” a partir do filme Doze Homens e uma Sentença.
Integrando a interdisciplinas
Durante uma contação de histórias podem estar envolvidas uma ou mais músicas, abrangendo a sonoridade de muitas formas, como o tom da voz, o ritmo e a melodia.
Também durante uma história pode ser envolvido o brinquedo e o jogo, criando, durante a contação, fatos e fantasias imaginados pelas crianças que participam ativamente da história.
O teatro também pode e deve estar inserido numa contação de histórias, pois envolve um tipo de dramatização, com atores e platéia, sendo que algo está sendo comunicado.
As crianças desenvolvem sua fala a partir das músicas e brincadeiras cantadas, além de proporcionar mais diversão ao dia de aula.
As interdisciplinas que estudamos se integram perfeitamente, pois a ludicidade está presente em todas elas, o teatro está presente em nossas ações, brincadeiras, histórias, interpretações. Com a música desenvolvemos também nosso lado teatral, lúdico e artístico. A literatura nos leva ludicamente a um mundo de imaginação e arte está em toda parte. O seminário integrador nos auxiliou a ter mais claro nossas aprendizagens buscando as evidências e argumentações.
Este semestre foi muito produtivo. Na vida pessoal ressignificou muitos conceitos, mexendo com meus conhecimentos sobre música, teatro e arte principalmente. Na vida profissional, como docente, houve aperfeiçoamento e construção de novos conhecimentos principalmente em literatura e ludicidade. Mesmo reconhecendo que algumas interdisciplinas foram mais significativas em certos momentos, não posso deixar de afirmar que as considero interligadas e quase que inseparáveis uma da outra na prática.
Relacionando com o TCC e o estágio
Pensando no estágio, posso dizer que todo esse eixo está diretamente ligado com o meu trabalho, pois a prática na Educação Infantil envolve o desenvolvimento das habilidades básicas para vivência num grupo.
Em relação ao TCC, pensei melhor principalmente sobre a musicalidade na escola, que ainda penso ser fundamental, juntamente com as outras interdisciplinas, mas que, no meu caso, com um aluno surdo, muda um pouco. A fala, na escola, é desenvolvida e aperfeiçoada como principal forma de comunicação entre os indivíduos, o que não se aplica totalmente quando se tem um aluno surdo.
O meu aluno surdo participa de todas as atividades na escola, mas na hora da roda, que é o momento em que cantamos, conversamos e contamos histórias, perde o interesse rapidamente quando a atividade envolve mais a fala. Algumas adaptações foram necessárias para integrar melhor esse aluno, mas mesmo assim ele fica um pouco deslocado durante os cantos e conversas. Sei que é extremamente importante adaptar a escola às necessidades dos alunos, mas ainda tenho treze crianças que necessitam desenvolver a linguagem oral e atenção auditiva. Mesmo tendo um aluno que necessita comunicar-se por língua de sinais, o que os outros também estão aprendendo, gradativamente é claro, a comunicação oral ainda é a principal forma de comunicação na escola e na sociedade.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Eixo 2
O segundo semestre do curso foi realizado no primeiro semestre de 2007 com as seguintes interdisciplinas:
Desenvolvimento e aprendizagem sobre o enfoque da psicologia; Escolarização, espaço e tempo na perspectiva histórica; Fundamentos da alfabetização; Seminário Integrador II e Infâncias de 0 a 10 anos.
Em psicologia estudamos a epistemologia genética e as teorias de aprendizagem interacionismo, apriorismo e empirismo. Vimos que é necessário ter bem claro qual teoria acreditamos para que o desenvolvimento do trabalho docente ocorra de forma integral, pois seguindo uma linha de pensamento poderemos alcançar mais facilmente os objetivos e misturando teorias isso não é possível visto que a forma como ensinamos depende da forma como acreditamos que a aprendizagem acontece. Também estudamos as teorias psicológicas que trabalham as noções de desenvolvimento e aprendizagem Behaviorismo, Gestalt e Sócio-Interacionismo. Freud e os conceitos de inconsciente, repressão, complexo de Édipo, transferência, sintoma, hipnose, associação livre e sonhos também foi objeto de nosso estudo, bem como id, ego, superego e as fases do desenvolvimento afetivo.
Em Escolarização, Espaço e tempo na perspectiva histórica estudamos sobre a história da educação e função da escola, refletindo sobre o papel da educação na vida dos alunos com diferentes realidades. Conhecemos um pouco sobre a escola da ponte, onde a organização é totalmente voltada para interesse dos alunos, com uma estrutura totalmente diferenciada das escolas que tradicionalmente conhecemos, sem essa organização de turma por idade e currículos pré-definidos por séries.
Em Fundamentos da Alfabetização refletimos sobre o que é alfabetização e letramento. Resumidamente a alfabetização é decodificação do código escrito e Letramento é um processo bem mais amplo, que envolve a utilização do código escrito. Também estudamos os métodos sintético e analítico de aprendizagem da leitura e escrita, dos quais o primeiro inicia o processo da partes para o todo seno também chamado método fônico e o segundo também chamado global, dá ênfase ao conjunto antes das letras.
Desenvolvimento e aprendizagem sobre o enfoque da psicologia; Escolarização, espaço e tempo na perspectiva histórica; Fundamentos da alfabetização; Seminário Integrador II e Infâncias de 0 a 10 anos.
Em psicologia estudamos a epistemologia genética e as teorias de aprendizagem interacionismo, apriorismo e empirismo. Vimos que é necessário ter bem claro qual teoria acreditamos para que o desenvolvimento do trabalho docente ocorra de forma integral, pois seguindo uma linha de pensamento poderemos alcançar mais facilmente os objetivos e misturando teorias isso não é possível visto que a forma como ensinamos depende da forma como acreditamos que a aprendizagem acontece. Também estudamos as teorias psicológicas que trabalham as noções de desenvolvimento e aprendizagem Behaviorismo, Gestalt e Sócio-Interacionismo. Freud e os conceitos de inconsciente, repressão, complexo de Édipo, transferência, sintoma, hipnose, associação livre e sonhos também foi objeto de nosso estudo, bem como id, ego, superego e as fases do desenvolvimento afetivo.
Em Escolarização, Espaço e tempo na perspectiva histórica estudamos sobre a história da educação e função da escola, refletindo sobre o papel da educação na vida dos alunos com diferentes realidades. Conhecemos um pouco sobre a escola da ponte, onde a organização é totalmente voltada para interesse dos alunos, com uma estrutura totalmente diferenciada das escolas que tradicionalmente conhecemos, sem essa organização de turma por idade e currículos pré-definidos por séries.
Em Fundamentos da Alfabetização refletimos sobre o que é alfabetização e letramento. Resumidamente a alfabetização é decodificação do código escrito e Letramento é um processo bem mais amplo, que envolve a utilização do código escrito. Também estudamos os métodos sintético e analítico de aprendizagem da leitura e escrita, dos quais o primeiro inicia o processo da partes para o todo seno também chamado método fônico e o segundo também chamado global, dá ênfase ao conjunto antes das letras.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Respondendo ao comentário da postagem anterior
Revendo os assuntos estudados no primeiro eixo do curso posso concluir que não tem relação direta com o TCC, mas não se pode negar que as aprendizagens deste eixo contribuirão para a realização deste trabalho final, pois tudo o que somos e sabemos é fruto das aprendizagens construídas ao longo da vida. Novos conhecimentos contribuem para a reconstrução dos nossos saberes, o que ocorre continuamente.
O tema do meu trabalho de conclusão de curso é a inclusão de um aluno surdo numa turma regular na Educação Infantil. A interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade está mais próxima do assunto do trabalho, mas ainda não é específico o suficiente – é preciso ter algo sobre a comunidade surda no Brasil, sua história, carcaterísticas. A interdisciplina Escola, Projeto Pedagógico e Currículo também foi importante para entendermos melhor o funcionamento e importância da organização numa escola, mas também não está diretamente ligada ao assunto do trabalho, assim como no Seminário Integrador I e em TICS.
O tema do meu trabalho de conclusão de curso é a inclusão de um aluno surdo numa turma regular na Educação Infantil. A interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade está mais próxima do assunto do trabalho, mas ainda não é específico o suficiente – é preciso ter algo sobre a comunidade surda no Brasil, sua história, carcaterísticas. A interdisciplina Escola, Projeto Pedagógico e Currículo também foi importante para entendermos melhor o funcionamento e importância da organização numa escola, mas também não está diretamente ligada ao assunto do trabalho, assim como no Seminário Integrador I e em TICS.
domingo, 5 de setembro de 2010
Primeiro eixo – 2006/2
Primeiro eixo - realizado em 2006/2.
No Seminário Integrador aprendemos a utilizar a tecnologia dos computadores utilizando as ferramentas virtuais: e-mail, blog e pbwiki. Também estudamos sobre a organização do nosso tempo. Foi realizada uma história colaborativa no pbwiki e participamos da trilha das pedras. Participamos de fórum no rooda a partir da leitura do texto "A ilha desconhecida" de José Saramago. Também fizemos a apresentação da escola em que cada um trabalha.
Foi neste eixo que tivemos as interdisciplinas “Escola, cultura e sociedade – abordagem Sociocultural e Antropológica”, “Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação” e “Escola, Projeto Pedagógico e Currículo”.
Para mim o trabalho sobre a organização do tempo foi muito significativo, pois no dia a dia não é fácil conseguirmos realizar tudo o que queremos, mas para que consigamos melhores resultados, a organização do tempo e a escolha de prioridades é fundamental.
No Seminário Integrador aprendemos a utilizar a tecnologia dos computadores utilizando as ferramentas virtuais: e-mail, blog e pbwiki. Também estudamos sobre a organização do nosso tempo. Foi realizada uma história colaborativa no pbwiki e participamos da trilha das pedras. Participamos de fórum no rooda a partir da leitura do texto "A ilha desconhecida" de José Saramago. Também fizemos a apresentação da escola em que cada um trabalha.
Foi neste eixo que tivemos as interdisciplinas “Escola, cultura e sociedade – abordagem Sociocultural e Antropológica”, “Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação” e “Escola, Projeto Pedagógico e Currículo”.
Para mim o trabalho sobre a organização do tempo foi muito significativo, pois no dia a dia não é fácil conseguirmos realizar tudo o que queremos, mas para que consigamos melhores resultados, a organização do tempo e a escolha de prioridades é fundamental.
O TCC
A decisão sobre o que pesquisar não é simples. Temos que levar em consideração se o tema escolhido tem bibliografia disponível, se não é amplo demais, se tem a ver com o trabalho realizado durante o estágio, pois é necessário a pesquisa de campo.
A questão central do meu Tcc está mais ou menos formulada:
Como a inclusão de um aluno surdo na educação infantil contribui para a aprendizagem da turma como um todo?
Pensei neste tema a partir de comentários e indicação da professora orientadora do estágio e Tcc. A partir do trabalho com uma turma de alunos de maternal, na qual um aluno é surdo, penso que é fundamental pensar sobre a aprendizagem da turma como um todo. O aluno surdo possui uma limitação na comunicação, mas há outra possibilidade de comunicação que está sendo experimentada por ele e por seus colegas no dia a dia. A comunicação é essencial na convivência entre as pessoas. Na turma em que trabalho a comunicação está sendo entendida pelos alunos de uma forma mais ampla, pois os ouvintes já entenderam que é necessário a língua de sinais para comunicar-se com o colega que é surdo, e acredito que estão aprendendo muito com as diferenças. A inserção de todas as pessoas na sociedade como agentes participantes e ativos é a inclusão que queremos, e esta já está acontecendo na sala de aula, mas é importante pensarmos sobre a aprendizagem de todos os alunos envolvidos. A partir da observação da interação entre os alunos e da demonstração de aprendizagem por meio das atitudes e realização das tarefas propostas pretendo verificar as vantagens e desvantagens da inclusão de um aluno surdo em uma turma de ouvintes, na educação infantil.
O trabalho será realizado a partir de pesquisa bibliográfica e de campo.
Alguns conceitos envolvidos na questão central estão sendo pensados a partir de alguns autores.
Aprendizagem – Jean Piaget.
Limites, Interação, Comunidade surda, Educação Infantil, Diferença.
O próximo passo é retomar cada eixo deste curso em busca de apoio bibliográfico para este trabalho.
A questão central do meu Tcc está mais ou menos formulada:
Como a inclusão de um aluno surdo na educação infantil contribui para a aprendizagem da turma como um todo?
Pensei neste tema a partir de comentários e indicação da professora orientadora do estágio e Tcc. A partir do trabalho com uma turma de alunos de maternal, na qual um aluno é surdo, penso que é fundamental pensar sobre a aprendizagem da turma como um todo. O aluno surdo possui uma limitação na comunicação, mas há outra possibilidade de comunicação que está sendo experimentada por ele e por seus colegas no dia a dia. A comunicação é essencial na convivência entre as pessoas. Na turma em que trabalho a comunicação está sendo entendida pelos alunos de uma forma mais ampla, pois os ouvintes já entenderam que é necessário a língua de sinais para comunicar-se com o colega que é surdo, e acredito que estão aprendendo muito com as diferenças. A inserção de todas as pessoas na sociedade como agentes participantes e ativos é a inclusão que queremos, e esta já está acontecendo na sala de aula, mas é importante pensarmos sobre a aprendizagem de todos os alunos envolvidos. A partir da observação da interação entre os alunos e da demonstração de aprendizagem por meio das atitudes e realização das tarefas propostas pretendo verificar as vantagens e desvantagens da inclusão de um aluno surdo em uma turma de ouvintes, na educação infantil.
O trabalho será realizado a partir de pesquisa bibliográfica e de campo.
Alguns conceitos envolvidos na questão central estão sendo pensados a partir de alguns autores.
Aprendizagem – Jean Piaget.
Limites, Interação, Comunidade surda, Educação Infantil, Diferença.
O próximo passo é retomar cada eixo deste curso em busca de apoio bibliográfico para este trabalho.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Pensando o TCC
Último semestre inicia...
Já se passaram oito até aqui...
Durante cada semestre os trabalhos foram muitos, que até parecia que o fim do curso não chegaria nunca.
Mas está chegando...
E agora até parece que passou rápido.
Passamos por tantas dificuldades, aprendemos muito.
Mais uma importante tarefa foi lançada: o TCC.
Inicialmente pensei em fazer um trabalho sobre a utilização de brinquedos confeccionados com materiais reutilizados, já que na educação infantil o aprendizado acontece a partir das brincadeiras, sejam elas livres ou orientadas. Agora estou pensando em fazer o trabalho sobre a construção dos limites nas crianças de três anos e sua importância para a aprendizagem.
Já se passaram oito até aqui...
Durante cada semestre os trabalhos foram muitos, que até parecia que o fim do curso não chegaria nunca.
Mas está chegando...
E agora até parece que passou rápido.
Passamos por tantas dificuldades, aprendemos muito.
Mais uma importante tarefa foi lançada: o TCC.
Inicialmente pensei em fazer um trabalho sobre a utilização de brinquedos confeccionados com materiais reutilizados, já que na educação infantil o aprendizado acontece a partir das brincadeiras, sejam elas livres ou orientadas. Agora estou pensando em fazer o trabalho sobre a construção dos limites nas crianças de três anos e sua importância para a aprendizagem.
Já pesquisei sobre alguns autores que falam sobre estes assuntos, mas é necessário delimitar melhor o assunto para escolher um ou dois autores, pois há muitos livros sobre estas temáticas.
Um dos livros que me chamou a atenção foi "O Caminho da Aprendizagem em Jean Piaget e Paulo Freire de FERNANDO BECKER". Eu gostaria de ler mais sobre Jean Piaget, mas seus livros não são tão acessíveis, e existem muitos. Piaget também escreveu sobre a importância da brincadeira para a aprendizagem, mas não consegui saber qual é o livro.
Estou pesquisando outros livros e autores sobre as temáticas de interesse.
Espero que este último semestre seja muito produtivo.
Vou me empenhar para realizar todas as tarefas solicitadas.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Observando as crianças
Durante cada aula é muito importante que a professora reserve um tempo para observar seus alunos, tanto nas atividades orientadas quanto na livres, pois é a partir das atitudes e reações das crianças que percebemos o quanto elas aprenderam.
Deixar que as crianças observem e tirem as suas conclusões acerca dos acontecimentos é uma forma de proporcionar crescimento intelectual e desenvolimento da autonomia do próprio aprendizado - não devemos dar as explicações prontas, mas indicar os caminhos para que as crianças descubram novos conhecimentos. A partir de um trabalho com a mistura das cores amarelo e azul os alunos perceberam imediatamente a mudança de cor para o verde - o que comprova o conhecimento que já possuem acerca das cores e promove um novo conhecimento prático: quando misturamos duas cores estamos criando outra cor. Embora essa informação tenha sido passada para os alunos várias vezes anteriormente, nas atividades com massinha de modelar por exemplo, é na prática da mistura das cores que os alunos visualizam e entendem o verdadeiro significado da mudança da cor, já que o conhecimento se torna mais significativo a partir do momento em que é prático, palpável.
Deixar que as crianças observem e tirem as suas conclusões acerca dos acontecimentos é uma forma de proporcionar crescimento intelectual e desenvolimento da autonomia do próprio aprendizado - não devemos dar as explicações prontas, mas indicar os caminhos para que as crianças descubram novos conhecimentos. A partir de um trabalho com a mistura das cores amarelo e azul os alunos perceberam imediatamente a mudança de cor para o verde - o que comprova o conhecimento que já possuem acerca das cores e promove um novo conhecimento prático: quando misturamos duas cores estamos criando outra cor. Embora essa informação tenha sido passada para os alunos várias vezes anteriormente, nas atividades com massinha de modelar por exemplo, é na prática da mistura das cores que os alunos visualizam e entendem o verdadeiro significado da mudança da cor, já que o conhecimento se torna mais significativo a partir do momento em que é prático, palpável.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
PA na Educação Infantil
Eu estava tentando perceber as curiosidades das crianças para trabalhar um PA, mas é muito difícil, pois a turma que trabalho ainda é meio pequena para exercer a autonomia a este ponto. A curiosidade das crianças é evidente, pois sempre perguntam e querem ver e manusear os objetos e histórias, mas sempre a partir do que a professora apresenta - as curiosidades deles são momentâneas e práticas, visuais.
Um PA para ser desenvolvido com as crianças necessitaria de um tema escolhido pela professora, e muitas perguntas deveriam ser induzidas. Seria possível pesquisar algum assunto, mais por determinação da professora do que por iniciativa dos alunos, o que não quer dizer que não seja uma curiosidade dos alunos, mas ainda assim elaborada pela professora, a partir das observações realizadas em sala de aula.
Mesmo tendo este caminho para desenvolver um PA com crianças pequenas ainda é difícil encontrar tempo para anotar as curiosidades dos alunos, pois ainda envolvemos boa parte do tempo com cuidados básicos e conversas individuais para resolver conflitos cotidianos, tempo que poderia ser destinado à observação das atitudes das crianças.
Um PA para ser desenvolvido com as crianças necessitaria de um tema escolhido pela professora, e muitas perguntas deveriam ser induzidas. Seria possível pesquisar algum assunto, mais por determinação da professora do que por iniciativa dos alunos, o que não quer dizer que não seja uma curiosidade dos alunos, mas ainda assim elaborada pela professora, a partir das observações realizadas em sala de aula.
Mesmo tendo este caminho para desenvolver um PA com crianças pequenas ainda é difícil encontrar tempo para anotar as curiosidades dos alunos, pois ainda envolvemos boa parte do tempo com cuidados básicos e conversas individuais para resolver conflitos cotidianos, tempo que poderia ser destinado à observação das atitudes das crianças.
sábado, 5 de junho de 2010
A minha turma de alunos
Trabalho na Escola Municipal de Educação Infantil Abelhinha, com uma turma de maternal, no turno da tarde. São quatorze crianças de três e quatro anos. São nove meninos e cinco meninas. Tem um aluno surdo. O planejamento é o mesmo para todos os alunos, porém, estou introduzindo, aos poucos, a língua de sinais, ensinado a todos os alunos os sinais mais básicos, pois é necessário que os colegas também identifiquem o que o colega surdo quer comunicar e que também consigam se fazer entender por ele. O ideal seria a interação deste aluno com outras crianças surdas, mas como não está sendo possível, penso que é válido esta interação que está havendo entre ele e as crianças ouvintes. Não é possível, como está organizada a escola, um trabalho individualizado com o aluno surdo, para ensinar os sinais, o que seria importante, mas isso também pode ser realizado em casa, onde a família ensina a língua de sinais, como se estivesse ensinando a falar, pois os sinais são a forma natural de a criança se comunicar. Não é uma tarefa fácil e rápida para a família, mas a escola e família trabalhando juntas, é possível faciliatar a comunicação com a criança surda. Ensinar a falar também não é fácil e nem tão rápido, pois as crianças ouvintes convivem com as palavras desde que nascem e só começam a pronunciar as primeiras palavras depois de aproximadamente um ano de vida – com o surdo não será diferente, é necessário tempo e disposição para entender e continuar ensinando os sinais, mesmo que não faça corretamente no início, as crianças quando pronunciam as primeiras vezes as palavras geralmente não as falam da maneira correta, vão aperfeiçoando a fala com a prática e o tempo. Com os surdos é a mesma coisa, desde que os adultos entendam que a limitação auditiva não precisa ser uma barreira de comunicação, mas é uma diferença na forma de comunicar. A criança surda deve ser tratada como uma criança normal, só que não ouve, mas é necessário seguir regras e respeitar os outros, assim como qualquer pessoa – não é porque tem uma limitação que deve ser tratada de forma diferente, ou mesmo ter prtivilégios por sua condição de surdo. Muitas vezes quando uma criança tem alguma limitação, é tratada como coitadinha e acaba tendo privilégios que podem deseducá-la.
domingo, 30 de maio de 2010
Descobertas
A escola é um local de descobertas. Nós professoras queremos que os nossos alunos aprendam cada coisa que lhes ensinamos, mas nem sempre isso acontece, pelo menos nem sempre logo no início. Quando percebemos que depois de tanto falar e trabalhar determinado assunto o aluno demonstra, através de alguma ação ou trabalho avaliativo, que não compreendeu a mensagem que tanto nos empenhamos em fazer o aluno entender, nos sentimos um pouco frustrados, é hora de avaliar a prática e muitas vezes pensamos e nos perguntamos – Onde foi que eu errei? Durante as construções e reconstruções do conhecimento é que vamos percebendo as informações e o mundo à nossa volta em relação a determinado assunto, e isso acontece em tempos diferentes para cada pessoa, inclusive para as crianças, então na verdade, pode não ter havido um erro do professor para que o aluno não aprendesse determinado conteúdo, e sim o fato de o aluno ainda estar em conflito em relação àquele conhecimento. A forma como a criança vê o mundo, o próprio ponto de vista, suas preferências são levadas em consideração quando aprendem algo e, às vezes, tomam conhecimento do fato, mas não internalizam porque não faz sentido prático para elas. Isso aconteceu essa semana comigo e com a minha aluna.
Após vários dias vendo, ouvindo e conversando sobre os alimentos saudáveis o os não saudáveis, sugeri um trabalho de escolha aos meus alunos – espalhei várias imagens de frutas, vegetais, balas e chocolates em cima da mesa e pedi para os alunos observarem. Cada criança pegou uma figura e falou se era saudável ou não e por que. Depois da conversa pedi aos alunos que escolhessem apenas alimentos saudáveis para colar na sua folha. Uma aluna escolheu os saudáveis e também vários que não são saudáveis, então eu perguntei a ela sobre isso e ela respondeu que todos eram bons. Eu refiz a pergunta e ela continuou afirmando que eram bons sim – eu acho que ela estava se referindo ao fato de gostar daqueles alimentos, mas continuou afirmando que eram bons mesmo após eu questionar, então penso que é um exemplo para o que escrevi acima – a menina está aprendendo, mas não passou por uma situação em que verificasse que determinados alimentos podem ser prejudiciais à sua saúde, ainda é um conhecimento superficial. Será que é isso que acontece com a maioria das pessoas em relação ao meio ambiente? Porque todos sabem que se o consumismo não tiver um freio imediatamente, e se não economizarmos água é energia elétrica, em pouco tempo não teremos mais recursos para gozar de qualquer conforto tecnológico, pelos não será acessível à maioria das pessoas. Será que é porque as pessoas não sentiram os efeitos da ação humana sobre a natureza que a maioria das pessoas age como se não se importasse? Enquanto a pessoa não vivencia, ela não aprende realmente? Mas é essencial que aprendamos com as vivências dos outros, para não cometermos os mesmo erros e também para que o conhecimento possa ser ampliado, e não simplesmente reproduzido.
Após vários dias vendo, ouvindo e conversando sobre os alimentos saudáveis o os não saudáveis, sugeri um trabalho de escolha aos meus alunos – espalhei várias imagens de frutas, vegetais, balas e chocolates em cima da mesa e pedi para os alunos observarem. Cada criança pegou uma figura e falou se era saudável ou não e por que. Depois da conversa pedi aos alunos que escolhessem apenas alimentos saudáveis para colar na sua folha. Uma aluna escolheu os saudáveis e também vários que não são saudáveis, então eu perguntei a ela sobre isso e ela respondeu que todos eram bons. Eu refiz a pergunta e ela continuou afirmando que eram bons sim – eu acho que ela estava se referindo ao fato de gostar daqueles alimentos, mas continuou afirmando que eram bons mesmo após eu questionar, então penso que é um exemplo para o que escrevi acima – a menina está aprendendo, mas não passou por uma situação em que verificasse que determinados alimentos podem ser prejudiciais à sua saúde, ainda é um conhecimento superficial. Será que é isso que acontece com a maioria das pessoas em relação ao meio ambiente? Porque todos sabem que se o consumismo não tiver um freio imediatamente, e se não economizarmos água é energia elétrica, em pouco tempo não teremos mais recursos para gozar de qualquer conforto tecnológico, pelos não será acessível à maioria das pessoas. Será que é porque as pessoas não sentiram os efeitos da ação humana sobre a natureza que a maioria das pessoas age como se não se importasse? Enquanto a pessoa não vivencia, ela não aprende realmente? Mas é essencial que aprendamos com as vivências dos outros, para não cometermos os mesmo erros e também para que o conhecimento possa ser ampliado, e não simplesmente reproduzido.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Solidariedade
O dia da solidariedade foi sábado, dia 15 de maio. Resolvemos recolher doações de alimentos e agasalhos durante a semana na escola. Na quinta-feira dia 20, visitamos com as crianças, o Lar dos Idosos em Três Cachoeiras. A visita tinha o objetivo de levar um pouco de carinho aos moradores do lar, também os alimentos. Criança pequena as vezes tem medo do diferente, e lá tem pessoas bem mais velhas do que são acostumadas a conviver e em condições de saúde não muito boas. Antes da visita conversei com os alunos sobre a solidariedade, ajudar a quem precisa, sendo carinhoso. A visita foi muito gratificante, pois os alunos puderam conhecem o local, ter contanto com pessoas que precisam de atenção exercitando assim a solidariedade. É importante que desde de cedo as crianças conhecam diferentes realidades e exercitem a cidadania, que também é ajudar o próximo, seja com doações de alimentos ou apenas companhia a quem preciasa de atenção, pois um sorriso diz muito e custa pouco.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
A agitação do dia a dia
Na escola as crianças frequentemente imitam em suas brincadeiras o que veem os adultos fazerem. A pressa que geralmente temos no dia a dia nos deixa agitados e muitas vezes impacientes. As crianças sentem o humor e as energias presentes nas pessoas e no ambiente, sendo que quando estamos muito apressados as crianças ficam mais agitadas. A criança apresenta disponibilidade para realizar as atividades propostas na escola e para brincar - elas possuem muita energia para gastar diariamente e precissam fazer isso. Em dias de chuva, com o espaço limitado para atividades físicas mais livres, acumulamos energia, muitas vezes tentando estravazá-la onde estamos e de maneiras que invadem o espaço do outro. Nesses dias é mais difícil conter os impulsos de agitação das crianças. É necessário que as crianças aprendam a se controlar de acordo com o ambiente em que se encontram, o que não é fácil. Precisamos canalizar essa energia de uma forma sadia, com atividades mais calmas e estar sempre atentos ao que estão fazendo, mesmo que apenas observando, pois é importante que tenham espaço para a criatividade em suas brincadeiras, que nem tudo o que façam seja guiado pelos adultos.
A professora deve passar confiança para seus alunos, deve se manter calma nas diversas situações que acontecem, para que as crianças confiem. As crianças sentem e reagem às atitudes impacientes ou compreensivas dos professores, por isso é muito importante que estes encarem a hora da aula como o momento de aprendizagem das crianças, deixando da porta para fora outras preocupações e ansiedades.
A professora deve passar confiança para seus alunos, deve se manter calma nas diversas situações que acontecem, para que as crianças confiem. As crianças sentem e reagem às atitudes impacientes ou compreensivas dos professores, por isso é muito importante que estes encarem a hora da aula como o momento de aprendizagem das crianças, deixando da porta para fora outras preocupações e ansiedades.
domingo, 9 de maio de 2010
Contação de histórias
A leitura de histórias para crianças é uma forma de trazer realidades diferentes daquela vivida pelas crianças, possibilitando a entrada num mundo de fantasia, o que também ajuda na resolução de conflitos, pois representamos nossas ansiedades a partir do que é lúdico, muitas vezes resolvendo problemas e aprendendo com as próprias brincadeiras. Representando os personagens das histórias, nos representamos e fica mais fácil colocar-se no lugar do outro, o que é fundamental para que os conflitos, que diariamente ocorrem, sejam resolvidos sem traumas.
A partir da leitura das histórias é que trazemos para o grupo de alunos na sala de aula, assuntos que necessitam ser trabalhados, iniciando o trabalho com determinada temática de uma forma lúdica. Por exemplo: para falar sobre o dia das mães e sobre as características de cada mãe antes contei uma história sobre mãe e filho “Assim tudo começou”. Após a leitura da história conversamos sobre como é a mãe de cada um. O objetivo para a história era levar as crianças ao mundo da fantasia, mas também explorar o que conhecem sobre sua própria origem, que antes de nascerem estavam dentro da barriga da mãe. A partir dessa conversa sobre a história, também recapitulando as partes da história, o diálogo seguiu sobre as características da mãe de cada aluno.
Aos três anos de idade as crianças são muito receptivas aos novos aprendizados, mas também precisam de atividades diversificadas para manterem a atenção, principalmente em tempos em que há tanto para se ver e ouvir, tantos brinquedos que chamam a atenção. Mesmo assim ainda hoje as crianças gostam muito de ouvir histórias e manusear livros de histórias infantis. As histórias lidas não podem ser longas, pois alguns alunos perdem a concentração facilmente depois de pouco tempo, o que pode desconcentrar os outros também. A melhor forma que encontrei para contar histórias, no caso da turma que trabalho este ano, é fazendo os alunos participarem, dialogando sobre a história durante a leitura da mesma. Sei que é importante acompanhar a leitura de uma história sem interrupções, e que devemos usar variadas metodologias para contar histórias, mas a mais eficiente até hoje está sendo a participação dos alunos. Mesmo sendo essa a forma mais eficiente para a contação de uma história, penso que é importante continuar apresentando outras formas de contar histórias, como fantoches, slides no computador, varal e até mesmo a leitura dos livros sem comentários ao longo da mesma. AS HISTÓRIAS NOS LEVAM A UM MUNDO DE FANTASIA QUE NOS AJUDA A RESOLVER CONFLITOS, NOS LEVANDO A NOVAS APRENDIZAGENS.
A partir da leitura das histórias é que trazemos para o grupo de alunos na sala de aula, assuntos que necessitam ser trabalhados, iniciando o trabalho com determinada temática de uma forma lúdica. Por exemplo: para falar sobre o dia das mães e sobre as características de cada mãe antes contei uma história sobre mãe e filho “Assim tudo começou”. Após a leitura da história conversamos sobre como é a mãe de cada um. O objetivo para a história era levar as crianças ao mundo da fantasia, mas também explorar o que conhecem sobre sua própria origem, que antes de nascerem estavam dentro da barriga da mãe. A partir dessa conversa sobre a história, também recapitulando as partes da história, o diálogo seguiu sobre as características da mãe de cada aluno.
Aos três anos de idade as crianças são muito receptivas aos novos aprendizados, mas também precisam de atividades diversificadas para manterem a atenção, principalmente em tempos em que há tanto para se ver e ouvir, tantos brinquedos que chamam a atenção. Mesmo assim ainda hoje as crianças gostam muito de ouvir histórias e manusear livros de histórias infantis. As histórias lidas não podem ser longas, pois alguns alunos perdem a concentração facilmente depois de pouco tempo, o que pode desconcentrar os outros também. A melhor forma que encontrei para contar histórias, no caso da turma que trabalho este ano, é fazendo os alunos participarem, dialogando sobre a história durante a leitura da mesma. Sei que é importante acompanhar a leitura de uma história sem interrupções, e que devemos usar variadas metodologias para contar histórias, mas a mais eficiente até hoje está sendo a participação dos alunos. Mesmo sendo essa a forma mais eficiente para a contação de uma história, penso que é importante continuar apresentando outras formas de contar histórias, como fantoches, slides no computador, varal e até mesmo a leitura dos livros sem comentários ao longo da mesma. AS HISTÓRIAS NOS LEVAM A UM MUNDO DE FANTASIA QUE NOS AJUDA A RESOLVER CONFLITOS, NOS LEVANDO A NOVAS APRENDIZAGENS.
domingo, 2 de maio de 2010
Passeio Escolar
Um passeio escolar pode significar muito mais para as crianças do que a gente imagina quando planeja a atividade.
Na semana de comemoração ao 22° aniversário do município de Três Cachoeiras fizemos dois passeios de ônibus pelo município, um deles para fazer um piquenique e outro para visitar uma exposição de trabalhos em outra escola.
O mais interessante foi perceber a curiosidade brilhando nos olhos das crianças ao observarmos os locais visitados e falarmos sobre cada um deles - no caso o Morro Azul, onde fizemos o piquenique e visitamos a casa de cultura Vale do Paraíso, passando por duas pontes sobre o rio Paraíso, o que fascinou os alunos e as professoras também - o contato com a natureza é extremamente agradável.
As crianças demostraram interesse e curiosidade, ficando atentas durante a viagem de ônibus e com poucas dispersões durante a visita.
O fato mais marcante da semana foi mesmo o brilho no olhar das crianças.
Na semana de comemoração ao 22° aniversário do município de Três Cachoeiras fizemos dois passeios de ônibus pelo município, um deles para fazer um piquenique e outro para visitar uma exposição de trabalhos em outra escola.
O mais interessante foi perceber a curiosidade brilhando nos olhos das crianças ao observarmos os locais visitados e falarmos sobre cada um deles - no caso o Morro Azul, onde fizemos o piquenique e visitamos a casa de cultura Vale do Paraíso, passando por duas pontes sobre o rio Paraíso, o que fascinou os alunos e as professoras também - o contato com a natureza é extremamente agradável.
As crianças demostraram interesse e curiosidade, ficando atentas durante a viagem de ônibus e com poucas dispersões durante a visita.
O fato mais marcante da semana foi mesmo o brilho no olhar das crianças.
sábado, 24 de abril de 2010
Interação e diferenças
A inclusão já está acontecendo, mas ainda é muito discutida, pois pode ter tanto efeitos positivos quanto negativos para as crianças com necessidades educacionais especiais.
Uma criança surda no meio de uma turma de ouvintes pode aprender a se comunicar de forma satisfatória, sendo que as ouvintes aprendem também na interção com o surdo, pois conhecem realidades diferentes da sua e que a comunicação não ocorre apenas verbalmente.
O problema é que a criança surda não vê o mundo com os ouvintes e quando precisamos de uma explicação mais detalhada sobre alguma coisa é mais difícil a comunicação. As pessoas surdas aprendem melhor se tiverem um ensino voltado para as suas necessidades - o que não é possível quando uma turma tem um aluno surdo e apenas uma professora, mesmo que esta professora conheça a língua de sinais e consiga se comunicar - E os outros? Também precisam de atenção. - Uma criança surda precisaria de mais atenção e também da interação com outras crianças surdas. Desta forma aprenderia muito mais.
A interação com o mundo ouvinte é importante, mas o aprendizado também. Se a criança surda é incluída numa turma de ouvintes ela vai aprender a se relacionar com ouvintes, assim como os ouvintes vão aprender a se relacionar bem com a criança surda. Se uma criança surda entra numa turma de surdos ela terá boa interação com os seus iguais e terá maiores possibilidades de sucesso em sua aprendizagem. Temos muito ainda o que pensar sobre a inclusão dos surdos em turmas regulares de ensino com apenas uma professora e sem outros surdos, pois neste caso, o surdo vai se sentir, em algum momento, excluído.
Uma criança surda no meio de uma turma de ouvintes pode aprender a se comunicar de forma satisfatória, sendo que as ouvintes aprendem também na interção com o surdo, pois conhecem realidades diferentes da sua e que a comunicação não ocorre apenas verbalmente.
O problema é que a criança surda não vê o mundo com os ouvintes e quando precisamos de uma explicação mais detalhada sobre alguma coisa é mais difícil a comunicação. As pessoas surdas aprendem melhor se tiverem um ensino voltado para as suas necessidades - o que não é possível quando uma turma tem um aluno surdo e apenas uma professora, mesmo que esta professora conheça a língua de sinais e consiga se comunicar - E os outros? Também precisam de atenção. - Uma criança surda precisaria de mais atenção e também da interação com outras crianças surdas. Desta forma aprenderia muito mais.
A interação com o mundo ouvinte é importante, mas o aprendizado também. Se a criança surda é incluída numa turma de ouvintes ela vai aprender a se relacionar com ouvintes, assim como os ouvintes vão aprender a se relacionar bem com a criança surda. Se uma criança surda entra numa turma de surdos ela terá boa interação com os seus iguais e terá maiores possibilidades de sucesso em sua aprendizagem. Temos muito ainda o que pensar sobre a inclusão dos surdos em turmas regulares de ensino com apenas uma professora e sem outros surdos, pois neste caso, o surdo vai se sentir, em algum momento, excluído.
domingo, 18 de abril de 2010
Até onde as crianças podem chegar
É muito importante termos conhecimento sobre que tipo de atividade a criança pode executar a cada idade, pois de acordo com o nível de desenvolvimento cada pessoa vai adquirindo capacidade de fazer mais, de complexificar seus atos a partir do que já aprendeu.
É interessante ver que as crianças não pensam como os adultos, e que aos três anos de idade assimilam mais facilmente uma ordem, ou um aspecto de cada vez. Se acumularmos muitas informações a criança não absorve todas. Por exemplo: se for trabalhar as formas geométricas é importante não enfatizar também as cores, e se for trabalhar as cores é importante dar ênfase somente às cores, para que esta característica seja realmente assimilada pelas crianças - trabalhar cores e formas ao mesmo tempo confunde a cabeça das crianças desta idade.
É interessante ver que as crianças não pensam como os adultos, e que aos três anos de idade assimilam mais facilmente uma ordem, ou um aspecto de cada vez. Se acumularmos muitas informações a criança não absorve todas. Por exemplo: se for trabalhar as formas geométricas é importante não enfatizar também as cores, e se for trabalhar as cores é importante dar ênfase somente às cores, para que esta característica seja realmente assimilada pelas crianças - trabalhar cores e formas ao mesmo tempo confunde a cabeça das crianças desta idade.
O Estágio
Para mim o estágio estava previsto como uma atividade que seguiria o trabalho que eu já faço, porém com um planejamento mais bem estruturado, onde os objetivos e projetos trabalhados ficam registrados, pois no dia a dia escolar muitas vezes deixamos de registrar as coisas que fazemos, mesmo sendo importante.
O primeiro dia do estágio foi meio conturbado, com duas crianças novas, em adaptação, totalizando 14 alunos. Até o momento a turma estava sendo bem participativa e receptiva, mas dois alunos a mais numa sala meio pequena fazem diferença, o que se notou principalmente na agitação das crianças. Apesar da agitação fora do comum, e de eu não ter conseguido realizar todas as atividades planejadas considero um bom começo, mesmo já com uma caminhada iniciada.
O primeiro dia do estágio foi meio conturbado, com duas crianças novas, em adaptação, totalizando 14 alunos. Até o momento a turma estava sendo bem participativa e receptiva, mas dois alunos a mais numa sala meio pequena fazem diferença, o que se notou principalmente na agitação das crianças. Apesar da agitação fora do comum, e de eu não ter conseguido realizar todas as atividades planejadas considero um bom começo, mesmo já com uma caminhada iniciada.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Aula sobre o Estágio
Na Educação Infantil é extremamente necessário trabalhar questões básicas com os alunos, mas nem por isso menos importantes, pois é a partir do que já sabemos que vamos construindo novos conhecimentos. A motricidade ampla e fina, a oralização e socialização são habilidades que precisamos desenvolver bem, visto que quando a criança passa por cada fase de seu desenvolvimento de forma plena será mais feliz em suas realizações, sem pular ou apressar cada etapa. O brincar é a forma mais natural e espontânea de aprendizado para as crianças, pois as experiências vivenciadas durante o brincar nos fazem refletir, cada um a seu modo, e pensar melhor antes de vivenciá-las da próxima vez - aprendemos brincando - brincando nos relacionamos com os outros e com o mundo - brincar é viver experiências, mesmo que fantasiosas, é ensaiar para a vida - aprendemos com as nossas vivências, com as experiências.
A partir da conversa inicial com a orientadora do estágio, Ivani Ávila e a tutora Márcia Caetano pude perceber alguns pontos fundamentais, que mesmo trabalhando com esta faixa etária de alunos a alguns anos não havia pensado, pois além da prática e da teoria é necessário refletir para poder relacionar os aprendizados com a experiência, para então aprender maneiras de ajudar e orientar os alunos a construirem conhecimento.
Nós professoras costumamos planejar tudo, querendo talvez ter controle sobre a aula, mas precisamos sempre levar em consideração que esse planejamento deve ser flexível, e que deve ser reavaliado a cada aula, pois são os alunos os sujeitos do próprio aprendizado, e mesmo sendo pequenos possuem suas certezas e dúvidas sobre cada assunto, e é a partir disso que devemos pautar nosso trabalho, a partir do que as crianças já sabem e o que as interessa, também devemos encontrar maneiras de tornar a busca pelos conhecimentos uma atividade prazerosa, instigando a curiosidade nas crianças.
A partir da conversa inicial com a orientadora do estágio, Ivani Ávila e a tutora Márcia Caetano pude perceber alguns pontos fundamentais, que mesmo trabalhando com esta faixa etária de alunos a alguns anos não havia pensado, pois além da prática e da teoria é necessário refletir para poder relacionar os aprendizados com a experiência, para então aprender maneiras de ajudar e orientar os alunos a construirem conhecimento.
Nós professoras costumamos planejar tudo, querendo talvez ter controle sobre a aula, mas precisamos sempre levar em consideração que esse planejamento deve ser flexível, e que deve ser reavaliado a cada aula, pois são os alunos os sujeitos do próprio aprendizado, e mesmo sendo pequenos possuem suas certezas e dúvidas sobre cada assunto, e é a partir disso que devemos pautar nosso trabalho, a partir do que as crianças já sabem e o que as interessa, também devemos encontrar maneiras de tornar a busca pelos conhecimentos uma atividade prazerosa, instigando a curiosidade nas crianças.
domingo, 28 de março de 2010
ESTÁGIO
Neste semestre estaremos fazendo estágio...
As expectativas são boas para este ano.
A Escola Abelhinha em que trabalho no turno da tarde é muito boa. A minha turma é um maternal de 3 anos. As crianças pequenas são a minha realização profissional, é onde me sinto importante, e útil.
O trabalho que venho realizando nesta escola tem sido muito gratificante, pois percebemos o quanto somos importantes na vida de cada criança, e o quanto significativas são as nossas ações frente à elas.
O estágio requer um olhar diferenciado, principalmente em relação ao planejamento e registros realizados, pois na prática tendemos a simplificar as coisas.
Os registros sobre os aprendizados e acontecimentos durante o estágio serão observados com o devido rigor pelos professores e tutores, o que é importante para se perceber o caminho percorrido e os resultados obtidos durante o trabalho. Penso que estando focados no trabalho de sala de aula será mais fácil manter este blog atualizado, bem como o Pbwork que será destinado aos registros mais específicos.
Que tenhamos um ótimo estágio...
As expectativas são boas para este ano.
A Escola Abelhinha em que trabalho no turno da tarde é muito boa. A minha turma é um maternal de 3 anos. As crianças pequenas são a minha realização profissional, é onde me sinto importante, e útil.
O trabalho que venho realizando nesta escola tem sido muito gratificante, pois percebemos o quanto somos importantes na vida de cada criança, e o quanto significativas são as nossas ações frente à elas.
O estágio requer um olhar diferenciado, principalmente em relação ao planejamento e registros realizados, pois na prática tendemos a simplificar as coisas.
Os registros sobre os aprendizados e acontecimentos durante o estágio serão observados com o devido rigor pelos professores e tutores, o que é importante para se perceber o caminho percorrido e os resultados obtidos durante o trabalho. Penso que estando focados no trabalho de sala de aula será mais fácil manter este blog atualizado, bem como o Pbwork que será destinado aos registros mais específicos.
Que tenhamos um ótimo estágio...
sábado, 27 de março de 2010
EIXO 8
Ano letivo inicia...
...um recomeço...
...chegando perto de um final!
É bom saber que estamos na reta final do curso, que chegaremos ao final, é uma vitória, e por sinal muito suada, mas também muito significativa!
Agora é a alegria de estar cumprindo o nosso papel, de estar chegando ao final, que não pode ser o final de tudo, mas que marca uma importante etapa das nossas vidas.
Vamos ao trabalho, pois ainda temos um ano pela frente, um ano de muito trabalho e estudo.
...um recomeço...
...chegando perto de um final!
É bom saber que estamos na reta final do curso, que chegaremos ao final, é uma vitória, e por sinal muito suada, mas também muito significativa!
Agora é a alegria de estar cumprindo o nosso papel, de estar chegando ao final, que não pode ser o final de tudo, mas que marca uma importante etapa das nossas vidas.
Vamos ao trabalho, pois ainda temos um ano pela frente, um ano de muito trabalho e estudo.
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