segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Respondendo ao comentário da postagem anterior

Revendo os assuntos estudados no primeiro eixo do curso posso concluir que não tem relação direta com o TCC, mas não se pode negar que as aprendizagens deste eixo contribuirão para a realização deste trabalho final, pois tudo o que somos e sabemos é fruto das aprendizagens construídas ao longo da vida. Novos conhecimentos contribuem para a reconstrução dos nossos saberes, o que ocorre continuamente.


O tema do meu trabalho de conclusão de curso é a inclusão de um aluno surdo numa turma regular na Educação Infantil. A interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade está mais próxima do assunto do trabalho, mas ainda não é específico o suficiente – é preciso ter algo sobre a comunidade surda no Brasil, sua história, carcaterísticas. A interdisciplina Escola, Projeto Pedagógico e Currículo também foi importante para entendermos melhor o funcionamento e importância da organização numa escola, mas também não está diretamente ligada ao assunto do trabalho, assim como no Seminário Integrador I e em TICS.

domingo, 5 de setembro de 2010

Primeiro eixo – 2006/2

Primeiro eixo - realizado em 2006/2.

No Seminário Integrador aprendemos a utilizar a tecnologia dos computadores utilizando as ferramentas virtuais: e-mail, blog e pbwiki. Também estudamos sobre a organização do nosso tempo. Foi realizada uma história colaborativa no pbwiki e participamos da trilha das pedras. Participamos de fórum no rooda a partir da leitura do texto "A ilha desconhecida" de José Saramago. Também fizemos a apresentação da escola em que cada um trabalha.

Foi neste eixo que tivemos as interdisciplinas “Escola, cultura e sociedade – abordagem Sociocultural e Antropológica”, “Educação e Tecnologias da Informação e da Comunicação” e “Escola, Projeto Pedagógico e Currículo”.

Para mim o trabalho sobre a organização do tempo foi muito significativo, pois no dia a dia não é fácil conseguirmos realizar tudo o que queremos, mas para que consigamos melhores resultados, a organização do tempo e a escolha de prioridades é fundamental.

O TCC

A decisão sobre o que pesquisar não é simples. Temos que levar em consideração se o tema escolhido tem bibliografia disponível, se não é amplo demais, se tem a ver com o trabalho realizado durante o estágio, pois é necessário a pesquisa de campo.

A questão central do meu Tcc está mais ou menos formulada:

Como a inclusão de um aluno surdo na educação infantil contribui para a aprendizagem da turma como um todo?

Pensei neste tema a partir de comentários e indicação da professora orientadora do estágio e Tcc. A partir do trabalho com uma turma de alunos de maternal, na qual um aluno é surdo, penso que é fundamental pensar sobre a aprendizagem da turma como um todo. O aluno surdo possui uma limitação na comunicação, mas há outra possibilidade de comunicação que está sendo experimentada por ele e por seus colegas no dia a dia. A comunicação é essencial na convivência entre as pessoas. Na turma em que trabalho a comunicação está sendo entendida pelos alunos de uma forma mais ampla, pois os ouvintes já entenderam que é necessário a língua de sinais para comunicar-se com o colega que é surdo, e acredito que estão aprendendo muito com as diferenças. A inserção de todas as pessoas na sociedade como agentes participantes e ativos é a inclusão que queremos, e esta já está acontecendo na sala de aula, mas é importante pensarmos sobre a aprendizagem de todos os alunos envolvidos. A partir da observação da interação entre os alunos e da demonstração de aprendizagem por meio das atitudes e realização das tarefas propostas pretendo verificar as vantagens e desvantagens da inclusão de um aluno surdo em uma turma de ouvintes, na educação infantil.

O trabalho será realizado a partir de pesquisa bibliográfica e de campo.

Alguns conceitos envolvidos na questão central estão sendo pensados a partir de alguns autores.

Aprendizagem – Jean Piaget.

Limites, Interação, Comunidade surda, Educação Infantil, Diferença.

O próximo passo é retomar cada eixo deste curso em busca de apoio bibliográfico para este trabalho.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pensando o TCC

Último semestre inicia...
Já se passaram oito até aqui...
Durante cada semestre os trabalhos foram muitos, que até parecia que o fim do curso não chegaria nunca.
Mas está chegando...
E agora até parece que passou rápido.
Passamos por tantas dificuldades, aprendemos muito.
Mais uma importante tarefa foi lançada: o TCC.

Inicialmente pensei em fazer um trabalho sobre a utilização de brinquedos confeccionados com materiais reutilizados, já que na educação infantil o aprendizado acontece a partir das brincadeiras, sejam elas livres ou orientadas. Agora estou pensando em fazer o trabalho sobre a construção dos limites nas crianças de três anos e sua importância para a aprendizagem.
Já pesquisei sobre alguns autores que falam sobre estes assuntos, mas é necessário delimitar melhor o assunto para escolher um ou dois autores, pois há muitos livros sobre estas temáticas.

Um dos livros que me chamou a atenção foi "O Caminho da Aprendizagem em Jean Piaget e Paulo Freire de FERNANDO BECKER". Eu gostaria de ler mais sobre Jean Piaget, mas seus livros não são tão acessíveis, e existem muitos. Piaget também escreveu sobre a importância da brincadeira para a aprendizagem, mas não consegui saber qual é o livro.

Estou pesquisando outros livros e autores sobre as temáticas de interesse.
Espero que este último semestre seja muito produtivo.
Vou me empenhar para realizar todas as tarefas solicitadas.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Observando as crianças

Durante cada aula é muito importante que a professora reserve um tempo para observar seus alunos, tanto nas atividades orientadas quanto na livres, pois é a partir das atitudes e reações das crianças que percebemos o quanto elas aprenderam.

Deixar que as crianças observem e tirem as suas conclusões acerca dos acontecimentos é uma forma de proporcionar crescimento intelectual e desenvolimento da autonomia do próprio aprendizado - não devemos dar as explicações prontas, mas indicar os caminhos para que as crianças descubram novos conhecimentos. A partir de um trabalho com a mistura das cores amarelo e azul os alunos perceberam imediatamente a mudança de cor para o verde - o que comprova o conhecimento que já possuem acerca das cores e promove um novo conhecimento prático: quando misturamos duas cores estamos criando outra cor. Embora essa informação tenha sido passada para os alunos várias vezes anteriormente, nas atividades com massinha de modelar por exemplo, é na prática da mistura das cores que os alunos visualizam e entendem o verdadeiro significado da mudança da cor, já que o conhecimento se torna mais significativo a partir do momento em que é prático, palpável.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

PA na Educação Infantil

Eu estava tentando perceber as curiosidades das crianças para trabalhar um PA, mas é muito difícil, pois a turma que trabalho ainda é meio pequena para exercer a autonomia a este ponto. A curiosidade das crianças é evidente, pois sempre perguntam e querem ver e manusear os objetos e histórias, mas sempre a partir do que a professora apresenta - as curiosidades deles são momentâneas e práticas, visuais.

Um PA para ser desenvolvido com as crianças necessitaria de um tema escolhido pela professora, e muitas perguntas deveriam ser induzidas. Seria possível pesquisar algum assunto, mais por determinação da professora do que por iniciativa dos alunos, o que não quer dizer que não seja uma curiosidade dos alunos, mas ainda assim elaborada pela professora, a partir das observações realizadas em sala de aula.

Mesmo tendo este caminho para desenvolver um PA com crianças pequenas ainda é difícil encontrar tempo para anotar as curiosidades dos alunos, pois ainda envolvemos boa parte do tempo com cuidados básicos e conversas individuais para resolver conflitos cotidianos, tempo que poderia ser destinado à observação das atitudes das crianças.

sábado, 5 de junho de 2010

A minha turma de alunos

Trabalho na Escola Municipal de Educação Infantil Abelhinha, com uma turma de maternal, no turno da tarde. São quatorze crianças de três e quatro anos. São nove meninos e cinco meninas. Tem um aluno surdo. O planejamento é o mesmo para todos os alunos, porém, estou introduzindo, aos poucos, a língua de sinais, ensinado a todos os alunos os sinais mais básicos, pois é necessário que os colegas também identifiquem o que o colega surdo quer comunicar e que também consigam se fazer entender por ele. O ideal seria a interação deste aluno com outras crianças surdas, mas como não está sendo possível, penso que é válido esta interação que está havendo entre ele e as crianças ouvintes. Não é possível, como está organizada a escola, um trabalho individualizado com o aluno surdo, para ensinar os sinais, o que seria importante, mas isso também pode ser realizado em casa, onde a família ensina a língua de sinais, como se estivesse ensinando a falar, pois os sinais são a forma natural de a criança se comunicar. Não é uma tarefa fácil e rápida para a família, mas a escola e família trabalhando juntas, é possível faciliatar a comunicação com a criança surda. Ensinar a falar também não é fácil e nem tão rápido, pois as crianças ouvintes convivem com as palavras desde que nascem e só começam a pronunciar as primeiras palavras depois de aproximadamente um ano de vida – com o surdo não será diferente, é necessário tempo e disposição para entender e continuar ensinando os sinais, mesmo que não faça corretamente no início, as crianças quando pronunciam as primeiras vezes as palavras geralmente não as falam da maneira correta, vão aperfeiçoando a fala com a prática e o tempo. Com os surdos é a mesma coisa, desde que os adultos entendam que a limitação auditiva não precisa ser uma barreira de comunicação, mas é uma diferença na forma de comunicar. A criança surda deve ser tratada como uma criança normal, só que não ouve, mas é necessário seguir regras e respeitar os outros, assim como qualquer pessoa – não é porque tem uma limitação que deve ser tratada de forma diferente, ou mesmo ter prtivilégios por sua condição de surdo. Muitas vezes quando uma criança tem alguma limitação, é tratada como coitadinha e acaba tendo privilégios que podem deseducá-la.

domingo, 30 de maio de 2010

Descobertas

A escola é um local de descobertas. Nós professoras queremos que os nossos alunos aprendam cada coisa que lhes ensinamos, mas nem sempre isso acontece, pelo menos nem sempre logo no início. Quando percebemos que depois de tanto falar e trabalhar determinado assunto o aluno demonstra, através de alguma ação ou trabalho avaliativo, que não compreendeu a mensagem que tanto nos empenhamos em fazer o aluno entender, nos sentimos um pouco frustrados, é hora de avaliar a prática e muitas vezes pensamos e nos perguntamos – Onde foi que eu errei? Durante as construções e reconstruções do conhecimento é que vamos percebendo as informações e o mundo à nossa volta em relação a determinado assunto, e isso acontece em tempos diferentes para cada pessoa, inclusive para as crianças, então na verdade, pode não ter havido um erro do professor para que o aluno não aprendesse determinado conteúdo, e sim o fato de o aluno ainda estar em conflito em relação àquele conhecimento. A forma como a criança vê o mundo, o próprio ponto de vista, suas preferências são levadas em consideração quando aprendem algo e, às vezes, tomam conhecimento do fato, mas não internalizam porque não faz sentido prático para elas. Isso aconteceu essa semana comigo e com a minha aluna.


Após vários dias vendo, ouvindo e conversando sobre os alimentos saudáveis o os não saudáveis, sugeri um trabalho de escolha aos meus alunos – espalhei várias imagens de frutas, vegetais, balas e chocolates em cima da mesa e pedi para os alunos observarem. Cada criança pegou uma figura e falou se era saudável ou não e por que. Depois da conversa pedi aos alunos que escolhessem apenas alimentos saudáveis para colar na sua folha. Uma aluna escolheu os saudáveis e também vários que não são saudáveis, então eu perguntei a ela sobre isso e ela respondeu que todos eram bons. Eu refiz a pergunta e ela continuou afirmando que eram bons sim – eu acho que ela estava se referindo ao fato de gostar daqueles alimentos, mas continuou afirmando que eram bons mesmo após eu questionar, então penso que é um exemplo para o que escrevi acima – a menina está aprendendo, mas não passou por uma situação em que verificasse que determinados alimentos podem ser prejudiciais à sua saúde, ainda é um conhecimento superficial. Será que é isso que acontece com a maioria das pessoas em relação ao meio ambiente? Porque todos sabem que se o consumismo não tiver um freio imediatamente, e se não economizarmos água é energia elétrica, em pouco tempo não teremos mais recursos para gozar de qualquer conforto tecnológico, pelos não será acessível à maioria das pessoas. Será que é porque as pessoas não sentiram os efeitos da ação humana sobre a natureza que a maioria das pessoas age como se não se importasse? Enquanto a pessoa não vivencia, ela não aprende realmente? Mas é essencial que aprendamos com as vivências dos outros, para não cometermos os mesmo erros e também para que o conhecimento possa ser ampliado, e não simplesmente reproduzido.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Solidariedade

O dia da solidariedade foi sábado, dia 15 de maio. Resolvemos recolher doações de alimentos e agasalhos durante a semana na escola. Na quinta-feira dia 20, visitamos com as crianças, o Lar dos Idosos em Três Cachoeiras. A visita tinha o objetivo de levar um pouco de carinho aos moradores do lar, também os alimentos. Criança pequena as vezes tem medo do diferente, e lá tem pessoas bem mais velhas do que são acostumadas a conviver e em condições de saúde não muito boas. Antes da visita conversei com os alunos sobre a solidariedade, ajudar a quem precisa, sendo carinhoso. A visita foi muito gratificante, pois os alunos puderam conhecem o local, ter contanto com pessoas que precisam de atenção exercitando assim a solidariedade. É importante que desde de cedo as crianças conhecam diferentes realidades e exercitem a cidadania, que também é ajudar o próximo, seja com doações de alimentos ou apenas companhia a quem preciasa de atenção, pois um sorriso diz muito e custa pouco.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A agitação do dia a dia

Na escola as crianças frequentemente imitam em suas brincadeiras o que veem os adultos fazerem. A pressa que geralmente temos no dia a dia nos deixa agitados e muitas vezes impacientes. As crianças sentem o humor e as energias presentes nas pessoas e no ambiente, sendo que quando estamos muito apressados as crianças ficam mais agitadas. A criança apresenta disponibilidade para realizar as atividades propostas na escola e para brincar - elas possuem muita energia para gastar diariamente e precissam fazer isso. Em dias de chuva, com o espaço limitado para atividades físicas mais livres, acumulamos energia, muitas vezes tentando estravazá-la onde estamos e de maneiras que invadem o espaço do outro. Nesses dias é mais difícil conter os impulsos de agitação das crianças. É necessário que as crianças aprendam a se controlar de acordo com o ambiente em que se encontram, o que não é fácil. Precisamos canalizar essa energia de uma forma sadia, com atividades mais calmas e estar sempre atentos ao que estão fazendo, mesmo que apenas observando, pois é importante que tenham espaço para a criatividade em suas brincadeiras, que nem tudo o que façam seja guiado pelos adultos.
A professora deve passar confiança para seus alunos, deve se manter calma nas diversas situações que acontecem, para que as crianças confiem. As crianças sentem e reagem às atitudes impacientes ou compreensivas dos professores, por isso é muito importante que estes encarem a hora da aula como o momento de aprendizagem das crianças, deixando da porta para fora outras preocupações e ansiedades.

domingo, 9 de maio de 2010

Contação de histórias

A leitura de histórias para crianças é uma forma de trazer realidades diferentes daquela vivida pelas crianças, possibilitando a entrada num mundo de fantasia, o que também ajuda na resolução de conflitos, pois representamos nossas ansiedades a partir do que é lúdico, muitas vezes resolvendo problemas e aprendendo com as próprias brincadeiras. Representando os personagens das histórias, nos representamos e fica mais fácil colocar-se no lugar do outro, o que é fundamental para que os conflitos, que diariamente ocorrem, sejam resolvidos sem traumas.

A partir da leitura das histórias é que trazemos para o grupo de alunos na sala de aula, assuntos que necessitam ser trabalhados, iniciando o trabalho com determinada temática de uma forma lúdica. Por exemplo: para falar sobre o dia das mães e sobre as características de cada mãe antes contei uma história sobre mãe e filho “Assim tudo começou”. Após a leitura da história conversamos sobre como é a mãe de cada um. O objetivo para a história era levar as crianças ao mundo da fantasia, mas também explorar o que conhecem sobre sua própria origem, que antes de nascerem estavam dentro da barriga da mãe. A partir dessa conversa sobre a história, também recapitulando as partes da história, o diálogo seguiu sobre as características da mãe de cada aluno.

Aos três anos de idade as crianças são muito receptivas aos novos aprendizados, mas também precisam de atividades diversificadas para manterem a atenção, principalmente em tempos em que há tanto para se ver e ouvir, tantos brinquedos que chamam a atenção. Mesmo assim ainda hoje as crianças gostam muito de ouvir histórias e manusear livros de histórias infantis. As histórias lidas não podem ser longas, pois alguns alunos perdem a concentração facilmente depois de pouco tempo, o que pode desconcentrar os outros também. A melhor forma que encontrei para contar histórias, no caso da turma que trabalho este ano, é fazendo os alunos participarem, dialogando sobre a história durante a leitura da mesma. Sei que é importante acompanhar a leitura de uma história sem interrupções, e que devemos usar variadas metodologias para contar histórias, mas a mais eficiente até hoje está sendo a participação dos alunos. Mesmo sendo essa a forma mais eficiente para a contação de uma história, penso que é importante continuar apresentando outras formas de contar histórias, como fantoches, slides no computador, varal e até mesmo a leitura dos livros sem comentários ao longo da mesma. AS HISTÓRIAS NOS LEVAM A UM MUNDO DE FANTASIA QUE NOS AJUDA A RESOLVER CONFLITOS, NOS LEVANDO A NOVAS APRENDIZAGENS.

domingo, 2 de maio de 2010

Passeio Escolar

Um passeio escolar pode significar muito mais para as crianças do que a gente imagina quando planeja a atividade.
Na semana de comemoração ao 22° aniversário do município de Três Cachoeiras fizemos dois passeios de ônibus pelo município, um deles para fazer um piquenique e outro para visitar uma exposição de trabalhos em outra escola.
O mais interessante foi perceber a curiosidade brilhando nos olhos das crianças ao observarmos os locais visitados e falarmos sobre cada um deles - no caso o Morro Azul, onde fizemos o piquenique e visitamos a casa de cultura Vale do Paraíso, passando por duas pontes sobre o rio Paraíso, o que fascinou os alunos e as professoras também - o contato com a natureza é extremamente agradável.
As crianças demostraram interesse e curiosidade, ficando atentas durante a viagem de ônibus e com poucas dispersões durante a visita.
O fato mais marcante da semana foi mesmo o brilho no olhar das crianças.   

sábado, 24 de abril de 2010

Interação e diferenças

A inclusão já está acontecendo, mas ainda é muito discutida, pois pode ter tanto efeitos positivos quanto negativos para as crianças com necessidades educacionais especiais.
Uma criança surda no meio de uma turma de ouvintes pode aprender a se comunicar de forma satisfatória, sendo que as ouvintes aprendem também na interção com o surdo, pois conhecem realidades diferentes da sua e que a comunicação não ocorre apenas verbalmente.
O problema é que a criança surda não vê o mundo com os ouvintes e quando precisamos de uma explicação mais detalhada sobre alguma coisa é mais difícil a comunicação. As pessoas surdas aprendem melhor se tiverem um ensino voltado para as suas necessidades - o que não é possível quando uma turma tem um aluno surdo e apenas uma professora, mesmo que esta professora conheça a língua de sinais e consiga se comunicar - E os outros? Também precisam de atenção. - Uma criança surda precisaria de mais atenção e também da interação com outras crianças surdas. Desta forma aprenderia muito mais.
A interação com o mundo ouvinte é importante, mas o aprendizado também. Se a criança surda é incluída numa turma de ouvintes ela vai aprender a se relacionar com ouvintes, assim como os ouvintes vão aprender a se relacionar bem com a criança surda. Se uma criança surda entra numa turma de surdos ela terá boa interação com os seus iguais e terá maiores possibilidades de sucesso em sua aprendizagem. Temos muito ainda o que pensar sobre a inclusão dos surdos em turmas regulares de ensino com apenas uma professora e sem outros surdos, pois neste caso, o surdo vai se sentir, em algum momento, excluído.

domingo, 18 de abril de 2010

Até onde as crianças podem chegar

É muito importante termos conhecimento sobre que tipo de atividade a criança pode executar a cada idade, pois de acordo com o nível de desenvolvimento cada pessoa vai adquirindo capacidade de fazer mais, de complexificar seus atos a partir do que já aprendeu.
É interessante ver que as crianças não pensam como os adultos, e que aos três anos de idade assimilam mais facilmente uma ordem, ou um aspecto de cada vez. Se acumularmos muitas informações a criança não absorve todas. Por exemplo: se for trabalhar as formas geométricas é importante não enfatizar também as cores, e se for trabalhar as cores é importante dar ênfase somente às cores, para que esta característica seja realmente assimilada pelas crianças - trabalhar cores e formas ao mesmo tempo confunde a cabeça das crianças desta idade.

O Estágio

Para mim o estágio estava previsto como uma atividade que seguiria o trabalho que eu já faço, porém com um planejamento mais bem estruturado, onde os objetivos e projetos trabalhados ficam registrados, pois no dia a dia escolar muitas vezes deixamos de registrar as coisas que fazemos, mesmo sendo importante.
O primeiro dia do estágio foi meio conturbado, com duas crianças novas, em adaptação, totalizando 14 alunos. Até o momento a turma estava sendo bem participativa e receptiva, mas dois alunos a mais numa sala meio pequena fazem diferença, o que se notou principalmente na agitação das crianças. Apesar da agitação fora do comum, e de eu não ter conseguido realizar todas as atividades planejadas considero um bom começo, mesmo já com uma caminhada iniciada.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Aula sobre o Estágio

Na Educação Infantil é extremamente necessário trabalhar questões básicas com os alunos, mas nem por isso menos importantes, pois é a partir do que já sabemos que vamos construindo novos conhecimentos. A motricidade ampla e fina, a oralização e socialização são habilidades que precisamos desenvolver bem, visto que quando a criança passa por cada fase de seu desenvolvimento de forma plena será mais feliz em suas realizações, sem pular ou apressar cada etapa. O brincar é a forma mais natural e espontânea de aprendizado para as crianças, pois as experiências vivenciadas durante o brincar nos fazem refletir, cada um a seu modo, e pensar melhor antes de vivenciá-las da próxima vez - aprendemos brincando - brincando nos relacionamos com os outros e com o mundo - brincar é viver experiências, mesmo que fantasiosas, é ensaiar para a vida - aprendemos com as nossas vivências, com as experiências.

A partir da conversa inicial com a orientadora do estágio, Ivani Ávila e a tutora Márcia Caetano pude perceber alguns pontos fundamentais, que mesmo trabalhando com esta faixa etária de alunos a alguns anos não havia pensado, pois além da prática e da teoria é necessário refletir para poder relacionar os aprendizados com a experiência, para então aprender maneiras de ajudar e orientar os alunos a construirem conhecimento.

Nós professoras costumamos planejar tudo, querendo talvez ter controle sobre a aula, mas precisamos sempre levar em consideração que esse planejamento deve ser flexível, e que deve ser reavaliado a cada aula, pois são os alunos os sujeitos do próprio aprendizado, e mesmo sendo pequenos possuem suas certezas e dúvidas sobre cada assunto, e é a partir disso que devemos pautar nosso trabalho, a partir do que as crianças já sabem e o que as interessa, também devemos encontrar maneiras de tornar a busca pelos conhecimentos uma atividade prazerosa, instigando a curiosidade nas crianças.

domingo, 28 de março de 2010

ESTÁGIO

Neste semestre estaremos fazendo estágio...
As expectativas são boas para este ano.
A Escola Abelhinha em que trabalho no turno da tarde é muito boa. A minha turma é um maternal de 3 anos. As crianças pequenas são a minha realização profissional, é onde me sinto importante, e útil.
O trabalho que venho realizando nesta escola tem sido muito gratificante, pois percebemos o quanto somos importantes na vida de cada criança, e o quanto significativas são as nossas ações frente à elas.
O estágio requer um olhar diferenciado, principalmente em relação ao planejamento e registros realizados, pois na prática tendemos a simplificar as coisas.
Os registros sobre os aprendizados e acontecimentos durante o estágio serão observados com o devido rigor pelos professores e tutores, o que é importante para se perceber o caminho percorrido e os resultados obtidos durante o trabalho. Penso que estando focados no trabalho de sala de aula será mais fácil manter este blog atualizado, bem como o Pbwork que será destinado aos registros mais específicos.
Que tenhamos um ótimo estágio...

sábado, 27 de março de 2010

EIXO 8

Ano letivo inicia...
...um recomeço...
...chegando perto de um final!
É bom saber que estamos na reta final do curso, que chegaremos ao final, é uma vitória, e por sinal muito suada, mas também muito significativa!
Agora é a alegria de estar cumprindo o nosso papel, de estar chegando ao final, que não pode ser o final de tudo, mas que marca uma importante etapa das nossas vidas.
Vamos ao trabalho, pois ainda temos um ano pela frente, um ano de muito trabalho e estudo. 

domingo, 29 de novembro de 2009

Língua Materna

O ensino da língua materna diz respeito tanto à oralidade quanto à escrita. Os traços gráficos que imitam a escrita são um ensaio para e descrição de fatos e histórias, fazem parte do ensino da língua materna. Na Educação Infantil o trabalho está mais ligado à oralização das palavras, histórias, músicas, o que leva, consequentemente, ao interesse pela produção gráfica do que se fala. É fundamental focalizar o planejamento no aprendizado da língua materna, mas penso que nem sempre é possível utilizar a escrita, não todos os dias, já que na educação infantil, especificamente em turmas com alunos entre três e quatro anos de idade. A reprodução de histórias de forma oral ou mesmo a construção coletiva de histórias e textos também faz parte do aprendizado da língua materna. O registro por meio de desenhos e a identificação dos mesmos também, mesmo que as palavras sejam escritas por um adulto.

Acredito que a alfabetização é tarefa específica do Ensino Fundamental, não devendo ser priorizada na educação infantil, mas também não pode ser podada se a criança tiver interesse. A oralidade, socialização, afetividade, motricidade ampla e fina, expressão corporal devem ser bem desenvolvidos para que a alfabetização se efetive de maneira satisfatória. Não devemos podar etapas de aprendizagem, as crianças devem passar por cada fase plenamente e sem pressa. 

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Paulo Freire

A partir das leituras sobre Paulo Freire pude conhecer um pouco melhor a obra e vida deste tão importante educador brasileiro. A sensibilidade das palavras de Frei Betto ao escrever sobre a vida de Paulo Freire mostram uma parte da história que eu desconhecia, a emoção que não aparece quando estudamos a teoria em si. Paulo Freire dizia que a educação só pode existir se há amor, fé e esperança, sentimentos tão presentes em nosso dia a dia, mas que na correria da vida moderna as vezes ficam esquecidos. Além destes sentimentos fundamentais para que haja educação, é necessário pensamento crítico para aprender e Paulo Freire pregava a educação como prática da liberdade, não podendo aprisionar as pessoas, mas abrindo os horizontes para novas descobertas e para o exercício da cidadania.

Paulo Freire amava a vida, amava e tinha fé nas pessoas, assim como Frei Betto. Nós educadores temos que ter sensibilidade e amar a vida, respeitando e buscando uma educação libertadora. Não podemos restringir a função de professor como educador dos conhecimentos científicos, é fundamental que acreditemos que é possível educar para a cidadania e felicidade, sem prejudicar outras vidas.

Eu acredito na educação.

"Eduquem as crianças e não será necessário cartigar os homens" (Pítágoras)

Hoje eu admiro mais ainda Paulo Freire, e também Frei Betto.
Sensibilidade, amor, fé, criticidade, liberdade, educação.