A delimitação da temática por meio da pergunta inicial é o ponto de partida para a pesquisa, é a primeira etapa da organização de um planejamento: escolher o tema e delimitá-lo. A questão inicial deve ser formulada a partir de uma curiosidade, mas é necessário delimitar na pergunta o tema a ser abordado, para que a pesquisa não se torne muito ampla e de difícil conclusão. A curiosidade motiva à pesquisa e leva a outras curiosidades e dúvidas. A questão inicial deve ser restrita no sentido de sua delimitação, não no sentido de simplicidade, precisa ser objetiva, mas, ao mesmo tempo, aberta o suficiente para permitir ao grupo fazer descobertas, estabelecer relações, analisar dados. Deve haver um ponto de equilíbrio para a formulação de uma boa questão inicial. Num projeto de aprendizagem o objetivo é aprender, descobrir algo novo. O ato de ir em busca, querer saber mais sobre determinado assunto é fundamental para a apropriação do conhecimento.
As certezas provisórias são organizadas e formuladas a partir dos conhecimentos que possuímos, são as hipóteses que temos sobre determinado assunto. Na medida em que pesquisamos, por meio de leituras, entrevistas, questionários e discussões em grupo construímos aprendizados que nos levam a confirmar ou não nossas certezas e dúvidas. A partir das dúvidas que temos iremos em busca de respostas, mas também devemos confirmar nossas certezas ou não, e estas também contribuirão para as novas aprendizagens e reformulação das certezas. Assim como uma dúvida inicial pode se tornar uma certeza, esta também pode se tronar uma dúvida, o que evidencia que tanto certezas quanto dúvidas nos levarão às novas aprendizagens. Aprender é ter algumas certezas, mas estas também podem ser provisórias, pois aprendemos sempre e o conhecimento que temos hoje pode ser diferente amanhã. A reflexão sobre algo que sabemos é um passo importante para nos questionarmos se o que pensamos saber é realmente verdadeiro. As certezas provisórias podem ser modificadas ou confirmadas, mas não estão acabadas, porque o conhecimento está sempre em construção. São, por isso, realmente 'provisórias'. O que acreditamos que sabemos hoje pode ser desmentido amanhã. O conhecimento está sendo construído e reconstruído a todo instante pela humanidade. Por mais que tenhamos certeza de algo hoje, é uma certeza provisória, pois amanhã pode ser que alguém faça uma descoberta diferente.
O mapa conceitual é uma forma de organização e articulação dos conceitos trabalhados no projeto, mas principalmente é uma forma resumida de relacionar estes conceitos. É uma forma de representar sinteticamente o projeto, mas não pode ser analisado isoladamente. O mapa articula todos os conceitos trabalhados no projeto, dando uma visão geral do que trata a pesquisa, de forma resumida, esquemática e não explicativa, articulando conceitos, mas sem apresentar resultados.
Quando há planejamento é possível aproveitar melhor o tempo e aprender mais. Se não fizermos um roteiro de estudos bem planejado ficará uma bagunça e será difícil saber o que deve ser feito primeiro. O planejamento evita transtornos futuros e organiza o que deve ser realizado durante o projeto, ele é fundamental. A organização é essencial para o bom andamento de uma pesquisa, garantindo maior segurança ao grupo, faz a diferença em tudo na vida, seja numa pesquisa, no trabalho ou em casa. O plano de ação organiza a pesquisa, pois nele estão descritas as estratégias para buscar respostas, orientando o desenvolvimento do trabalho e organizando as ações do grupo, envolve uma metodologia de trabalho que vai sendo construída e reconstruída ao longo do processo.
O interesse é o ponto de partida para a busca do conhecimento, o tema a ser pesquisado deve ser do interesse do aluno, mas ele não deverá buscar somente o que gosta, pois além do seu interesse muitos conhecimentos estarão vinculados ao tema central, compreendendo também conhecimentos e pesquisa que não se referem especificamente à realidade local do aluno, mas que somando aos interesses pessoais, estes conhecimentos irão complementar e completar estudos importantes sobre a realidade do aluno. A curiosidade do aluno é o ponto de partida, pois se o aluno se sente motivado, aprender torna-se algo prazeroso.

Um comentário:
Tânea!!
Tu fizeste um bom apanhado das partes que compõem um PA. Falaste de cada uma delas e o que elas desencadeiam. Porém senti falta de uma análise do que tu acha de trabalhar com o PA. Um registro da tua aprendizagem e das facilidades e dificuldades de aplicá-lo com uma turma.
Aguardo uma reflexão sobre isso nessa postagem.
Abraços
Roberta
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