sábado, 5 de junho de 2010

A minha turma de alunos

Trabalho na Escola Municipal de Educação Infantil Abelhinha, com uma turma de maternal, no turno da tarde. São quatorze crianças de três e quatro anos. São nove meninos e cinco meninas. Tem um aluno surdo. O planejamento é o mesmo para todos os alunos, porém, estou introduzindo, aos poucos, a língua de sinais, ensinado a todos os alunos os sinais mais básicos, pois é necessário que os colegas também identifiquem o que o colega surdo quer comunicar e que também consigam se fazer entender por ele. O ideal seria a interação deste aluno com outras crianças surdas, mas como não está sendo possível, penso que é válido esta interação que está havendo entre ele e as crianças ouvintes. Não é possível, como está organizada a escola, um trabalho individualizado com o aluno surdo, para ensinar os sinais, o que seria importante, mas isso também pode ser realizado em casa, onde a família ensina a língua de sinais, como se estivesse ensinando a falar, pois os sinais são a forma natural de a criança se comunicar. Não é uma tarefa fácil e rápida para a família, mas a escola e família trabalhando juntas, é possível faciliatar a comunicação com a criança surda. Ensinar a falar também não é fácil e nem tão rápido, pois as crianças ouvintes convivem com as palavras desde que nascem e só começam a pronunciar as primeiras palavras depois de aproximadamente um ano de vida – com o surdo não será diferente, é necessário tempo e disposição para entender e continuar ensinando os sinais, mesmo que não faça corretamente no início, as crianças quando pronunciam as primeiras vezes as palavras geralmente não as falam da maneira correta, vão aperfeiçoando a fala com a prática e o tempo. Com os surdos é a mesma coisa, desde que os adultos entendam que a limitação auditiva não precisa ser uma barreira de comunicação, mas é uma diferença na forma de comunicar. A criança surda deve ser tratada como uma criança normal, só que não ouve, mas é necessário seguir regras e respeitar os outros, assim como qualquer pessoa – não é porque tem uma limitação que deve ser tratada de forma diferente, ou mesmo ter prtivilégios por sua condição de surdo. Muitas vezes quando uma criança tem alguma limitação, é tratada como coitadinha e acaba tendo privilégios que podem deseducá-la.

domingo, 30 de maio de 2010

Descobertas

A escola é um local de descobertas. Nós professoras queremos que os nossos alunos aprendam cada coisa que lhes ensinamos, mas nem sempre isso acontece, pelo menos nem sempre logo no início. Quando percebemos que depois de tanto falar e trabalhar determinado assunto o aluno demonstra, através de alguma ação ou trabalho avaliativo, que não compreendeu a mensagem que tanto nos empenhamos em fazer o aluno entender, nos sentimos um pouco frustrados, é hora de avaliar a prática e muitas vezes pensamos e nos perguntamos – Onde foi que eu errei? Durante as construções e reconstruções do conhecimento é que vamos percebendo as informações e o mundo à nossa volta em relação a determinado assunto, e isso acontece em tempos diferentes para cada pessoa, inclusive para as crianças, então na verdade, pode não ter havido um erro do professor para que o aluno não aprendesse determinado conteúdo, e sim o fato de o aluno ainda estar em conflito em relação àquele conhecimento. A forma como a criança vê o mundo, o próprio ponto de vista, suas preferências são levadas em consideração quando aprendem algo e, às vezes, tomam conhecimento do fato, mas não internalizam porque não faz sentido prático para elas. Isso aconteceu essa semana comigo e com a minha aluna.


Após vários dias vendo, ouvindo e conversando sobre os alimentos saudáveis o os não saudáveis, sugeri um trabalho de escolha aos meus alunos – espalhei várias imagens de frutas, vegetais, balas e chocolates em cima da mesa e pedi para os alunos observarem. Cada criança pegou uma figura e falou se era saudável ou não e por que. Depois da conversa pedi aos alunos que escolhessem apenas alimentos saudáveis para colar na sua folha. Uma aluna escolheu os saudáveis e também vários que não são saudáveis, então eu perguntei a ela sobre isso e ela respondeu que todos eram bons. Eu refiz a pergunta e ela continuou afirmando que eram bons sim – eu acho que ela estava se referindo ao fato de gostar daqueles alimentos, mas continuou afirmando que eram bons mesmo após eu questionar, então penso que é um exemplo para o que escrevi acima – a menina está aprendendo, mas não passou por uma situação em que verificasse que determinados alimentos podem ser prejudiciais à sua saúde, ainda é um conhecimento superficial. Será que é isso que acontece com a maioria das pessoas em relação ao meio ambiente? Porque todos sabem que se o consumismo não tiver um freio imediatamente, e se não economizarmos água é energia elétrica, em pouco tempo não teremos mais recursos para gozar de qualquer conforto tecnológico, pelos não será acessível à maioria das pessoas. Será que é porque as pessoas não sentiram os efeitos da ação humana sobre a natureza que a maioria das pessoas age como se não se importasse? Enquanto a pessoa não vivencia, ela não aprende realmente? Mas é essencial que aprendamos com as vivências dos outros, para não cometermos os mesmo erros e também para que o conhecimento possa ser ampliado, e não simplesmente reproduzido.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Solidariedade

O dia da solidariedade foi sábado, dia 15 de maio. Resolvemos recolher doações de alimentos e agasalhos durante a semana na escola. Na quinta-feira dia 20, visitamos com as crianças, o Lar dos Idosos em Três Cachoeiras. A visita tinha o objetivo de levar um pouco de carinho aos moradores do lar, também os alimentos. Criança pequena as vezes tem medo do diferente, e lá tem pessoas bem mais velhas do que são acostumadas a conviver e em condições de saúde não muito boas. Antes da visita conversei com os alunos sobre a solidariedade, ajudar a quem precisa, sendo carinhoso. A visita foi muito gratificante, pois os alunos puderam conhecem o local, ter contanto com pessoas que precisam de atenção exercitando assim a solidariedade. É importante que desde de cedo as crianças conhecam diferentes realidades e exercitem a cidadania, que também é ajudar o próximo, seja com doações de alimentos ou apenas companhia a quem preciasa de atenção, pois um sorriso diz muito e custa pouco.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A agitação do dia a dia

Na escola as crianças frequentemente imitam em suas brincadeiras o que veem os adultos fazerem. A pressa que geralmente temos no dia a dia nos deixa agitados e muitas vezes impacientes. As crianças sentem o humor e as energias presentes nas pessoas e no ambiente, sendo que quando estamos muito apressados as crianças ficam mais agitadas. A criança apresenta disponibilidade para realizar as atividades propostas na escola e para brincar - elas possuem muita energia para gastar diariamente e precissam fazer isso. Em dias de chuva, com o espaço limitado para atividades físicas mais livres, acumulamos energia, muitas vezes tentando estravazá-la onde estamos e de maneiras que invadem o espaço do outro. Nesses dias é mais difícil conter os impulsos de agitação das crianças. É necessário que as crianças aprendam a se controlar de acordo com o ambiente em que se encontram, o que não é fácil. Precisamos canalizar essa energia de uma forma sadia, com atividades mais calmas e estar sempre atentos ao que estão fazendo, mesmo que apenas observando, pois é importante que tenham espaço para a criatividade em suas brincadeiras, que nem tudo o que façam seja guiado pelos adultos.
A professora deve passar confiança para seus alunos, deve se manter calma nas diversas situações que acontecem, para que as crianças confiem. As crianças sentem e reagem às atitudes impacientes ou compreensivas dos professores, por isso é muito importante que estes encarem a hora da aula como o momento de aprendizagem das crianças, deixando da porta para fora outras preocupações e ansiedades.

domingo, 9 de maio de 2010

Contação de histórias

A leitura de histórias para crianças é uma forma de trazer realidades diferentes daquela vivida pelas crianças, possibilitando a entrada num mundo de fantasia, o que também ajuda na resolução de conflitos, pois representamos nossas ansiedades a partir do que é lúdico, muitas vezes resolvendo problemas e aprendendo com as próprias brincadeiras. Representando os personagens das histórias, nos representamos e fica mais fácil colocar-se no lugar do outro, o que é fundamental para que os conflitos, que diariamente ocorrem, sejam resolvidos sem traumas.

A partir da leitura das histórias é que trazemos para o grupo de alunos na sala de aula, assuntos que necessitam ser trabalhados, iniciando o trabalho com determinada temática de uma forma lúdica. Por exemplo: para falar sobre o dia das mães e sobre as características de cada mãe antes contei uma história sobre mãe e filho “Assim tudo começou”. Após a leitura da história conversamos sobre como é a mãe de cada um. O objetivo para a história era levar as crianças ao mundo da fantasia, mas também explorar o que conhecem sobre sua própria origem, que antes de nascerem estavam dentro da barriga da mãe. A partir dessa conversa sobre a história, também recapitulando as partes da história, o diálogo seguiu sobre as características da mãe de cada aluno.

Aos três anos de idade as crianças são muito receptivas aos novos aprendizados, mas também precisam de atividades diversificadas para manterem a atenção, principalmente em tempos em que há tanto para se ver e ouvir, tantos brinquedos que chamam a atenção. Mesmo assim ainda hoje as crianças gostam muito de ouvir histórias e manusear livros de histórias infantis. As histórias lidas não podem ser longas, pois alguns alunos perdem a concentração facilmente depois de pouco tempo, o que pode desconcentrar os outros também. A melhor forma que encontrei para contar histórias, no caso da turma que trabalho este ano, é fazendo os alunos participarem, dialogando sobre a história durante a leitura da mesma. Sei que é importante acompanhar a leitura de uma história sem interrupções, e que devemos usar variadas metodologias para contar histórias, mas a mais eficiente até hoje está sendo a participação dos alunos. Mesmo sendo essa a forma mais eficiente para a contação de uma história, penso que é importante continuar apresentando outras formas de contar histórias, como fantoches, slides no computador, varal e até mesmo a leitura dos livros sem comentários ao longo da mesma. AS HISTÓRIAS NOS LEVAM A UM MUNDO DE FANTASIA QUE NOS AJUDA A RESOLVER CONFLITOS, NOS LEVANDO A NOVAS APRENDIZAGENS.

domingo, 2 de maio de 2010

Passeio Escolar

Um passeio escolar pode significar muito mais para as crianças do que a gente imagina quando planeja a atividade.
Na semana de comemoração ao 22° aniversário do município de Três Cachoeiras fizemos dois passeios de ônibus pelo município, um deles para fazer um piquenique e outro para visitar uma exposição de trabalhos em outra escola.
O mais interessante foi perceber a curiosidade brilhando nos olhos das crianças ao observarmos os locais visitados e falarmos sobre cada um deles - no caso o Morro Azul, onde fizemos o piquenique e visitamos a casa de cultura Vale do Paraíso, passando por duas pontes sobre o rio Paraíso, o que fascinou os alunos e as professoras também - o contato com a natureza é extremamente agradável.
As crianças demostraram interesse e curiosidade, ficando atentas durante a viagem de ônibus e com poucas dispersões durante a visita.
O fato mais marcante da semana foi mesmo o brilho no olhar das crianças.   

sábado, 24 de abril de 2010

Interação e diferenças

A inclusão já está acontecendo, mas ainda é muito discutida, pois pode ter tanto efeitos positivos quanto negativos para as crianças com necessidades educacionais especiais.
Uma criança surda no meio de uma turma de ouvintes pode aprender a se comunicar de forma satisfatória, sendo que as ouvintes aprendem também na interção com o surdo, pois conhecem realidades diferentes da sua e que a comunicação não ocorre apenas verbalmente.
O problema é que a criança surda não vê o mundo com os ouvintes e quando precisamos de uma explicação mais detalhada sobre alguma coisa é mais difícil a comunicação. As pessoas surdas aprendem melhor se tiverem um ensino voltado para as suas necessidades - o que não é possível quando uma turma tem um aluno surdo e apenas uma professora, mesmo que esta professora conheça a língua de sinais e consiga se comunicar - E os outros? Também precisam de atenção. - Uma criança surda precisaria de mais atenção e também da interação com outras crianças surdas. Desta forma aprenderia muito mais.
A interação com o mundo ouvinte é importante, mas o aprendizado também. Se a criança surda é incluída numa turma de ouvintes ela vai aprender a se relacionar com ouvintes, assim como os ouvintes vão aprender a se relacionar bem com a criança surda. Se uma criança surda entra numa turma de surdos ela terá boa interação com os seus iguais e terá maiores possibilidades de sucesso em sua aprendizagem. Temos muito ainda o que pensar sobre a inclusão dos surdos em turmas regulares de ensino com apenas uma professora e sem outros surdos, pois neste caso, o surdo vai se sentir, em algum momento, excluído.

domingo, 18 de abril de 2010

Até onde as crianças podem chegar

É muito importante termos conhecimento sobre que tipo de atividade a criança pode executar a cada idade, pois de acordo com o nível de desenvolvimento cada pessoa vai adquirindo capacidade de fazer mais, de complexificar seus atos a partir do que já aprendeu.
É interessante ver que as crianças não pensam como os adultos, e que aos três anos de idade assimilam mais facilmente uma ordem, ou um aspecto de cada vez. Se acumularmos muitas informações a criança não absorve todas. Por exemplo: se for trabalhar as formas geométricas é importante não enfatizar também as cores, e se for trabalhar as cores é importante dar ênfase somente às cores, para que esta característica seja realmente assimilada pelas crianças - trabalhar cores e formas ao mesmo tempo confunde a cabeça das crianças desta idade.

O Estágio

Para mim o estágio estava previsto como uma atividade que seguiria o trabalho que eu já faço, porém com um planejamento mais bem estruturado, onde os objetivos e projetos trabalhados ficam registrados, pois no dia a dia escolar muitas vezes deixamos de registrar as coisas que fazemos, mesmo sendo importante.
O primeiro dia do estágio foi meio conturbado, com duas crianças novas, em adaptação, totalizando 14 alunos. Até o momento a turma estava sendo bem participativa e receptiva, mas dois alunos a mais numa sala meio pequena fazem diferença, o que se notou principalmente na agitação das crianças. Apesar da agitação fora do comum, e de eu não ter conseguido realizar todas as atividades planejadas considero um bom começo, mesmo já com uma caminhada iniciada.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Aula sobre o Estágio

Na Educação Infantil é extremamente necessário trabalhar questões básicas com os alunos, mas nem por isso menos importantes, pois é a partir do que já sabemos que vamos construindo novos conhecimentos. A motricidade ampla e fina, a oralização e socialização são habilidades que precisamos desenvolver bem, visto que quando a criança passa por cada fase de seu desenvolvimento de forma plena será mais feliz em suas realizações, sem pular ou apressar cada etapa. O brincar é a forma mais natural e espontânea de aprendizado para as crianças, pois as experiências vivenciadas durante o brincar nos fazem refletir, cada um a seu modo, e pensar melhor antes de vivenciá-las da próxima vez - aprendemos brincando - brincando nos relacionamos com os outros e com o mundo - brincar é viver experiências, mesmo que fantasiosas, é ensaiar para a vida - aprendemos com as nossas vivências, com as experiências.

A partir da conversa inicial com a orientadora do estágio, Ivani Ávila e a tutora Márcia Caetano pude perceber alguns pontos fundamentais, que mesmo trabalhando com esta faixa etária de alunos a alguns anos não havia pensado, pois além da prática e da teoria é necessário refletir para poder relacionar os aprendizados com a experiência, para então aprender maneiras de ajudar e orientar os alunos a construirem conhecimento.

Nós professoras costumamos planejar tudo, querendo talvez ter controle sobre a aula, mas precisamos sempre levar em consideração que esse planejamento deve ser flexível, e que deve ser reavaliado a cada aula, pois são os alunos os sujeitos do próprio aprendizado, e mesmo sendo pequenos possuem suas certezas e dúvidas sobre cada assunto, e é a partir disso que devemos pautar nosso trabalho, a partir do que as crianças já sabem e o que as interessa, também devemos encontrar maneiras de tornar a busca pelos conhecimentos uma atividade prazerosa, instigando a curiosidade nas crianças.

domingo, 28 de março de 2010

ESTÁGIO

Neste semestre estaremos fazendo estágio...
As expectativas são boas para este ano.
A Escola Abelhinha em que trabalho no turno da tarde é muito boa. A minha turma é um maternal de 3 anos. As crianças pequenas são a minha realização profissional, é onde me sinto importante, e útil.
O trabalho que venho realizando nesta escola tem sido muito gratificante, pois percebemos o quanto somos importantes na vida de cada criança, e o quanto significativas são as nossas ações frente à elas.
O estágio requer um olhar diferenciado, principalmente em relação ao planejamento e registros realizados, pois na prática tendemos a simplificar as coisas.
Os registros sobre os aprendizados e acontecimentos durante o estágio serão observados com o devido rigor pelos professores e tutores, o que é importante para se perceber o caminho percorrido e os resultados obtidos durante o trabalho. Penso que estando focados no trabalho de sala de aula será mais fácil manter este blog atualizado, bem como o Pbwork que será destinado aos registros mais específicos.
Que tenhamos um ótimo estágio...

sábado, 27 de março de 2010

EIXO 8

Ano letivo inicia...
...um recomeço...
...chegando perto de um final!
É bom saber que estamos na reta final do curso, que chegaremos ao final, é uma vitória, e por sinal muito suada, mas também muito significativa!
Agora é a alegria de estar cumprindo o nosso papel, de estar chegando ao final, que não pode ser o final de tudo, mas que marca uma importante etapa das nossas vidas.
Vamos ao trabalho, pois ainda temos um ano pela frente, um ano de muito trabalho e estudo. 

domingo, 29 de novembro de 2009

Língua Materna

O ensino da língua materna diz respeito tanto à oralidade quanto à escrita. Os traços gráficos que imitam a escrita são um ensaio para e descrição de fatos e histórias, fazem parte do ensino da língua materna. Na Educação Infantil o trabalho está mais ligado à oralização das palavras, histórias, músicas, o que leva, consequentemente, ao interesse pela produção gráfica do que se fala. É fundamental focalizar o planejamento no aprendizado da língua materna, mas penso que nem sempre é possível utilizar a escrita, não todos os dias, já que na educação infantil, especificamente em turmas com alunos entre três e quatro anos de idade. A reprodução de histórias de forma oral ou mesmo a construção coletiva de histórias e textos também faz parte do aprendizado da língua materna. O registro por meio de desenhos e a identificação dos mesmos também, mesmo que as palavras sejam escritas por um adulto.

Acredito que a alfabetização é tarefa específica do Ensino Fundamental, não devendo ser priorizada na educação infantil, mas também não pode ser podada se a criança tiver interesse. A oralidade, socialização, afetividade, motricidade ampla e fina, expressão corporal devem ser bem desenvolvidos para que a alfabetização se efetive de maneira satisfatória. Não devemos podar etapas de aprendizagem, as crianças devem passar por cada fase plenamente e sem pressa. 

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Paulo Freire

A partir das leituras sobre Paulo Freire pude conhecer um pouco melhor a obra e vida deste tão importante educador brasileiro. A sensibilidade das palavras de Frei Betto ao escrever sobre a vida de Paulo Freire mostram uma parte da história que eu desconhecia, a emoção que não aparece quando estudamos a teoria em si. Paulo Freire dizia que a educação só pode existir se há amor, fé e esperança, sentimentos tão presentes em nosso dia a dia, mas que na correria da vida moderna as vezes ficam esquecidos. Além destes sentimentos fundamentais para que haja educação, é necessário pensamento crítico para aprender e Paulo Freire pregava a educação como prática da liberdade, não podendo aprisionar as pessoas, mas abrindo os horizontes para novas descobertas e para o exercício da cidadania.

Paulo Freire amava a vida, amava e tinha fé nas pessoas, assim como Frei Betto. Nós educadores temos que ter sensibilidade e amar a vida, respeitando e buscando uma educação libertadora. Não podemos restringir a função de professor como educador dos conhecimentos científicos, é fundamental que acreditemos que é possível educar para a cidadania e felicidade, sem prejudicar outras vidas.

Eu acredito na educação.

"Eduquem as crianças e não será necessário cartigar os homens" (Pítágoras)

Hoje eu admiro mais ainda Paulo Freire, e também Frei Betto.
Sensibilidade, amor, fé, criticidade, liberdade, educação.

Língua de sinais

A interdisciplina de Libras nos mostrou que a condição de pessoa surda não é tão desconfortável assim como nós ouvintes pensávamos. É fundamental uma pessoas surda se aceitar na condição que é e não passar a vida querendo ser ouvinte. As pessoas que não aceitam sua condição de surdez sofrem muito, ainda mais quando a família também não consegue entender o porquê de a pessoa ser do jeito que é - cada um é do jeito que é e pronto, quando conseguimos aceitar algumas limitações também conseguimos desenvolver outras habilidades importantes. Sendo aceitos pelas pessoas do convívio e também participando de uma comunidade em iguais condições a pessoa não se sentirá inferior e poderá ser feliz e realizar seus sonhos, pois uma pessoa surda pode levar um vida normal, mas tem que se aceitar como é e ser aceita, principalmente pelos familiares.

Ainda há resistência dos familiares quando descobrem que uma criança é surda. Há tratamentos, implantes e cirurgias que prometem audição aos surdos, mas geralmente não conseguem ouvir bem depois destes tratamentos, criando uma situação frustante, pois a pessoa não se torna ouvinte e também não é mais surdo.

A palavra é ACEITAÇÃO, pois todas as pessoas possuem limitações, sejam elas físicas, psicológicas, sociais. 

REFLETINDO SOBRE PA - Complementando

A partir do trabalho com PA aprendi que não é fácil fazer pesquisa, que esta deve ser bem pensada e planejada nos mínimos detalhes. As estrevistas são uma forma eficiente de obter dados relevantes para o PA, se forem realizadas por um entrevistador que anota as respostas os resultados serão mais satisfatórios - quando a ferramenta de entrevista utilizada é um questionário escrito não temos a garantia de que todos os envolvidos participarão de forma consciente e verdadeira.

No momento em que pensamos no tema do projeto há, geralmente, muita empolgação, aí que devemos ter cuidado para não sonhar alto demais, pois o tema deve ser bem delimitado para que seja possível obter respostas.

A professora que pretende trabalhar com esta metodologia em sua sala de aula precisa ter muito conhecimento sobre vários assuntos e deve manter-se informada dos acontecimentos na sociedade atual, visto que frequentemente os alunos têm muitas curiosidades em relação ao que está acontecendo e sendo notícia, principalmente na mídia. Como exemplo posso citar a morte do cantor Michael Jackson, que gerou curiosidade sobre os efeitos dos medicaentos utilizados por ele e a doença que ele tinha na pele. A gripe A também gerou muita polêmica sobre as formas de contaminação e tratamento e o medo da morte. São assuntos importantes de serem estudados, mas que num momento em que estão em evidência na sociedade fazem mais sentido de serem estudados pelos próprios alunos.

Penso que trabalhar com PAs numa turma de anos iniciais é um desafio que deve ser experimentado, mas não como matodologia única de trabalho para o ano todo, e sim em alguns momentos do ano, com tempo determinado e exposição do trabalho de cada grupo aos demais colegas de classe, ou mesmo divulgação para a escola como um todo. Uma das atividades criadas por Célestin Freinet foi o jornal da turma, que serve para divulgar informações, penso que seria bem interessante divulgar os resultados de um PA na forma de jornal na escola.

Educação de Jovens e Adultos - Complementando

A Educação de Jovens e Adultos é um desafio para os professores, pois além de ensinar sobre o conhecimento científico e cultural temos que saber aproveitar o extenso conhecimento de mundo trazido pelos alunos que já não são mais crianças. É também um grande desafio a avaliação e promoção neste nível de ensino, que é organizado de acordo com a realidade dos educandos, mas nem sempre atende às reais necessidades destes.

A resistência por parte de muitos alunos que interiorizaram o pensamento de incapacidade própria por não ter estudado na idade considerada mais adequada ou por não ter tido sucesso nessa época é um dos obstáculos que devemos passar, mas só conseguiremos com persistência e acreditando que é possível. Quando acreditamos que podemos realizar algo teremos mais chance de sucesso.

Muitas pessoas procuram a EJA com o objetivo de certificação profissional, mas a função é a qualificação, a aprendizagem - a partir do momento em que os alunos aprendem na EJA a certificação será uma consequência.

sábado, 7 de novembro de 2009

REFLETINDO SOBRE PA

     A delimitação da temática por meio da pergunta inicial é o ponto de partida para a pesquisa, é a primeira etapa da organização de um planejamento: escolher o tema e delimitá-lo. A questão inicial deve ser formulada a partir de uma curiosidade, mas é necessário delimitar na pergunta o tema a ser abordado, para que a pesquisa não se torne muito ampla e de difícil conclusão. A curiosidade motiva à pesquisa e leva a outras curiosidades e dúvidas. A questão inicial deve ser restrita no sentido de sua delimitação, não no sentido de simplicidade, precisa ser objetiva, mas, ao mesmo tempo, aberta o suficiente para permitir ao grupo fazer descobertas, estabelecer relações, analisar dados. Deve haver um ponto de equilíbrio para a formulação de uma boa questão inicial. Num projeto de aprendizagem o objetivo é aprender, descobrir algo novo. O ato de ir em busca, querer saber mais sobre determinado assunto é fundamental para a apropriação do conhecimento.


     As certezas provisórias são organizadas e formuladas a partir dos conhecimentos que possuímos, são as hipóteses que temos sobre determinado assunto. Na medida em que pesquisamos, por meio de leituras, entrevistas, questionários e discussões em grupo construímos aprendizados que nos levam a confirmar ou não nossas certezas e dúvidas. A partir das dúvidas que temos iremos em busca de respostas, mas também devemos confirmar nossas certezas ou não, e estas também contribuirão para as novas aprendizagens e reformulação das certezas. Assim como uma dúvida inicial pode se tornar uma certeza, esta também pode se tronar uma dúvida, o que evidencia que tanto certezas quanto dúvidas nos levarão às novas aprendizagens. Aprender é ter algumas certezas, mas estas também podem ser provisórias, pois aprendemos sempre e o conhecimento que temos hoje pode ser diferente amanhã. A reflexão sobre algo que sabemos é um passo importante para nos questionarmos se o que pensamos saber é realmente verdadeiro. As certezas provisórias podem ser modificadas ou confirmadas, mas não estão acabadas, porque o conhecimento está sempre em construção. São, por isso, realmente 'provisórias'. O que acreditamos que sabemos hoje pode ser desmentido amanhã. O conhecimento está sendo construído e reconstruído a todo instante pela humanidade. Por mais que tenhamos certeza de algo hoje, é uma certeza provisória, pois amanhã pode ser que alguém faça uma descoberta diferente.

     O mapa conceitual é uma forma de organização e articulação dos conceitos trabalhados no projeto, mas principalmente é uma forma resumida de relacionar estes conceitos. É uma forma de representar sinteticamente o projeto, mas não pode ser analisado isoladamente. O mapa articula todos os conceitos trabalhados no projeto, dando uma visão geral do que trata a pesquisa, de forma resumida, esquemática e não explicativa, articulando conceitos, mas sem apresentar resultados.

     Quando há planejamento é possível aproveitar melhor o tempo e aprender mais. Se não fizermos um roteiro de estudos bem planejado ficará uma bagunça e será difícil saber o que deve ser feito primeiro. O planejamento evita transtornos futuros e organiza o que deve ser realizado durante o projeto, ele é fundamental. A organização é essencial para o bom andamento de uma pesquisa, garantindo maior segurança ao grupo, faz a diferença em tudo na vida, seja numa pesquisa, no trabalho ou em casa. O plano de ação organiza a pesquisa, pois nele estão descritas as estratégias para buscar respostas, orientando o desenvolvimento do trabalho e organizando as ações do grupo, envolve uma metodologia de trabalho que vai sendo construída e reconstruída ao longo do processo.

     O interesse é o ponto de partida para a busca do conhecimento, o tema a ser pesquisado deve ser do interesse do aluno, mas ele não deverá buscar somente o que gosta, pois além do seu interesse muitos conhecimentos estarão vinculados ao tema central, compreendendo também conhecimentos e pesquisa que não se referem especificamente à realidade local do aluno, mas que somando aos interesses pessoais, estes conhecimentos irão complementar e completar estudos importantes sobre a realidade do aluno. A curiosidade do aluno é o ponto de partida, pois se o aluno se sente motivado, aprender torna-se algo prazeroso.

domingo, 13 de setembro de 2009

Educação de Jovens e Adultos

Após a leitura do Parecer CNE/CEB 11/2000 e discussão em grupo para escrita sobre a educação de jovens e adultos, pude perceber muitos elementos importantes que devem ser considerados sobre a educação de jovens e adultos. A EJA não tem apenas uma função, mas três, que receberam nomes para designar melhor e resumir a própria função, que são:
FUNÇÃO EQUALIZADORA - proporciona igualdade de oportunidades. É uma forma de distribuição de igualdade social, para aquelas pessoas que por vários motivos, não tiveram como continuar os estudos.
FUNÇÃO QUALIFICADORA - atualização dos conhecimentos de forma permanente. É o próprio sentido da EJA, uma promessa de qualificação de vida para todos.
FUNÇÃO REPARADORA - pretende garantir o direito a uma escola de qualidade e também reconhecimento da igualdade. É uma forma de reparar o que antes lhe foi negado por algumas circunstâncias.
Os professores necessitam de formação específica para atuarem com a EJA, seja em nível médio normal ou superior. O público a ser atendido pela EJA é aquele que não teve acesso à educação em idade mais apropriada para isso. A metodologia utilizada para este segmento da educação não pode ser a mesma utilizada para ensinar crianças e adolescentes. A EJA não se resume à alfabetização, mas é também, uma continuidade aos estudos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

NOVO SEMESTRE INICIA

Após um merecido tempo de férias retornaremos às aulas amanhã. É muito bom voltar... mas com isso vem também o tempo contadinho para tudo, muita leitura e desafios. Assim como já havia tentado antes, e consegui em parte, neste semestre vou conseguir melhorar minha participação e conclusão de todas as atividades no tempo certo. No semestre passado considero ter melhorado um pouco, pois mesmo tendo ficado em recuperação numa disciplina, consegui acompanhar as outras ao longo do semestre. É muito difícil organizar o tempo que temos e conseguir cumprir com o que desejamos fazer, é um desafio, mas acredito que aprendemos com os nossos atos, então vou tentar cumprir a meta. Neste momento da vida, com tantos afazeres, a faculdade muitas vezes representa um peso grande, mas com certeza, vou sentir muita falta quando terminar - este curso é uma fonta de atualização muito importante para mim. Na vida há tanto a se fazer, e não temos tempo suficiente para tudo, temos que fazer escolhas, essas escolhas são muito difíceis e chega a ser doloroso deixar algo para trás por falta de tempo.
Que este retorno seja repleto de aprendizagens e alegrias, pois se não podemos fazer tudo o que queremos, que aquilo que escolhemos seja também fonte de muita felicidade.